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Rússia diz não ter prazos para encerrar a guerra na Ucrânia

Rússia afirma não ter prazos para encerrar a guerra na Ucrânia, enquanto negociações em Genebra tentam avançar e ataques prosseguem

Vladimir Putin, presidente da Rússia. Foto: Pavel Bednyakov / POOL / AFP
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  • A Rússia afirmou não ter prazos para chegar a um acordo para encerrar a guerra na Ucrânia e destacou que tem tarefas a cumprir.
  • Negociadores russos e ucranianos viajaram a Genebra para conversas separadas com autoridades americanas, em preparação para uma nova rodada de negociações.
  • O encontro em Genebra ocorre em meio a ataques russos à Ucrânia e ao anúncio de troca de restos mortais de militares, com Kiev recebendo mil corpos de ucranianos em troca de 35 russos.
  • Na noite de terça para quarta, Moscou lançou cerca de quatrocentos e vinte drones e trinta e nove mísseis, provocando feridos e danos em infraestruturas em oito regiões, segundo o presidente ucraniano.
  • Conversas entre Zelensky e Donald Trump, por telefone, trataram da reunião em Genebra e da possível terceira rodada de negociações prevista para início de março; há sinal de reunião entre representantes russos e americanos em Genebra.

A Rússia afirmou que não há prazos para encerrar a guerra na Ucrânia, em meio a negociações que ocorriam em Genebra. O objetivo é preparar uma nova rodada de contatos entre as partes e autoridades dos EUA. O conflito já completa quatro anos.

Delegações russas e ucranianas viajaram a Genebra para encontros separados com representantes norte-americanos, em um esforço de avançar as negociações. O processo é conduzido com apoio de Washington, em formato trilateral.

Lavrov disse que não existem prazos, apenas tarefas a cumprir. O Kremlin também ressaltou que não há previsão de uma cúpula presidencial até o término das negociações entre equipes. A posição de Moscou inclui condições inflexíveis sobre território.

Peskov reforçou que só se aceitaria uma assinatura de acordo se as negociações estiverem concluídas previamente. Zelensky, por sua vez, tem pedido encontro direto com Putin para tratar do destino do leste, onde a Rússia busca controlar território.

Analistas afirmam que o impasse gira em torno do Donbass, região industrial onde as partes divergem sobre garantias de segurança e controle territorial. Moscou cobra domínio total, enquanto Kiev exige salvaguardas para evitar novas invasões.

Antes do encontro em Genebra, ataques russos voltaram a atingir a Ucrânia, com uso de drones e mísseis. Zelensky informou que cerca de 420 drones e 39 mísseis foram lançados, ferindo pessoas e danificando infraestrutura em oito regiões.

Ao mesmo tempo, Moscou afirmou ter entregue mil corpos de militares ucranianos em troca de 35 russos, segundo relatos oficiais. Jornalistas ouviram explosões em Kiev durante a madrugada, conforme cobertura de agências internacionais.

Na véspera, Zelensky conversou por telefone com Donald Trump sobre a reunião em Genebra e a perspectiva de novas negociações trilaterais, previstas para o início de março. Assessor econômico do Kremlin também tem audiência marcada com representantes americanos em Genebra.

As conversas, promovidas com base em um plano americano apresentado no fim do ano passado, permanecem estagnadas pela disputa no Donbass. A Rússia insiste no controle do território de Donetsk; Kiev não aceita acordos sem garantias de segurança.

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