- Explosões abalaram Teerã neste sábado, enquanto testemunhas relatam medo, filas em postos de gasolina e moradores buscando segurança.
- O principal órgão de segurança do Irã informou que os ataques devem continuar em Teerã e em outras cidades, e pediu que pessoas viagem para outras regiões para se manterem salvas.
- Escolas e universidades ficaram fechadas até novo aviso.
- O ataque ocorre em meio a uma nova onda de violência após repressão a protestos no país e meses após confrontos com Israel; os EUA classificam a operação como “Fúria Épica”.
- Civis adotaram diferentes posicionamentos: alguns apoiam ações contra o regime, outros temem mais violência e a possibilidade de o Irã virar um cenário semelhante ao Iraque.
O Irã viveu um início de semana de terror após ataques de Estados Unidos e Israel atingirem alvos no território iraniano. As ações, denominadas pelo Pentágono como uma operação de resposta a supostas ameaças, causaram explosões em várias cidades e espalharam pânico entre a população.
Testemunhas relataram explosões em Teerã e surgimento de colunas de fumaça pela manhã, no retorno ao trabalho. Em Tabriz, moradores disseram que começaram a buscar os filhos na escola e a temer pela segurança familiar, com relatos de indivíduos buscando refúgio fora das áreas urbanas.
O governo iraniano informou que ataques devem continuar em Teerã e outras cidades, pedindo que as pessoas viajem para locais mais seguros, quando possível. Escolas e universidades foram mantidas fechadas até novo aviso.
A ofensiva ocorre dias após negociações entre EUA e Irã em Genebra não registrarem avanço significativo sobre o programa nuclear, segundo informações de mediadores omanitas. Governos ocidentais continuam a ver risco de escalada regional.
Em várias cidades, moradores relataram correria para comprar moeda estrangeira e dificuldades para sacar dinheiro em caixas eletrônicos. Testemunhas indicaram que famílias estão se preparando para deixar áreas próximas a possíveis novos ataques.
Alguns iranianos expressaram posições extremadas, com desejos de que regimes sejam derrubados, enquanto outros atacaram a ideia de uma invasão estrangeira que possa agravar a violência ou transformar o Irã em um cenário de conflito prolongado.
As forças de segurança teriam bloqueado estradas que dão acesso aos bairros onde ficam escritórios do Líder Supremo, do presidente e do Parlamento, segundo relatos no terreno.
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