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Controvérsia sobre vítimas na Ucrânia, a guerra europeia letal em oito décadas

Estimativas não oficiais apontam quase dois milhões de baixas militares na guerra da Ucrânia, com civis em números elevados, segundo CSIS e CHRAC

Dos mujeres pasan por delante del cadáver de Leontiy Dokiychuk, vecino muerto en la localidad ucrania de Bucha en marzo de 2022.
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  • Estimativas apontam custo humano elevado na guerra da Ucrânia, com quase 2 milhões de baixas militares e civis superiores a 15 mil, segundo fontes independentes e a ONU.
  • O Comissariado para Desaparecidos em Circunstâncias Especiales elevou a 90.000 o total de pessoas desparecidas; o Ministério do Interior coloca em algo mais de 99.300 os adultos desaparecidos, incluindo 3.400 mulheres.
  • A contagem geral de vítimas na invasão russa, incluindo mortos, desaparecidos, feridos e prisioneiros, bate recordes na Europa desde a Segunda Guerra Mundial; a ONU registra mais de 15.100 mortos civis na Ucrânia.
  • Tecnologias abertas ajudam a mapear as baixas, com relatos sobre Bucha e uso de dados públicos para identificar responsáveis, mesmo diante de tentativas de ocultação.
  • Existem lacunas em zonas ocupadas, como Mariúpol; entre prisioneiros, cerca de 7.450 ucranianos já retornaram após intercâmbios, enquanto a contagem de prisioneiros varia entre lados.

O conflito na Ucrânia é descrito como o mais letal na Europa desde a Segunda Guerra Mundial, com estimativas conflitantes sobre o número de vítimas. Autores independentes apontam quase dois milhões de baixas militares entre Rússia e Ucrânia, com civis somando mais de 15 mil mortos segundo a ONU.

O Comissariado para Desaparecidos da Ucrânia informou que 90 mil pessoas estão sem paradeiro conhecido, incluindo militares e civis. O Ministério do Interior da Ucrânia eleva esse total para cerca de 99,3 mil adultos, com 3,4 mil mulheres entre eles. Dados oficiais divergem e não oferecem um retrato completo.

Estudos independentes apontam que a contagem real de baixas militares pode chegar perto de dois milhões, segundo o CSIS. As estimativas variam entre 1,2 milhão de mortes para Moscou e 500 mil a 600 mil para Kyiv, conforme avaliação de pesquisadores. Mortes civis na Ucrânia, segundo a ONU, passam de 15 mil.

Fontes de imprensa e organizações de direitos humanos destacam dificuldades de contabilizar as baixas, principalmente em zonas ocupadas. Os números incluem soldados mortos, feridos, desaparecidos e prisioneiros, mas não consideram mortes por acidentes, doenças ou homicídios não relacionados a combates.

Relatos de campo descrevem investigações sobre crimes de guerra, com uso de tecnologias modernas, redes sociais, geolocalização e imagens de campo para identificar responsáveis. Técnicas de verificação visam sustentar futuras ações legais, incluindo no Tribunal Penal Internacional.

Intercâmbios de prisioneiros destacam que cerca de 7.450 ucranianos voltaram, dos quais mais de 7 mil eram soldados. Em sentido oposto, estima-se que a Rússia detenha cerca de 7 mil soldados ucranianos, e a Ucrânia mantenha aproximadamente 4 mil prisioneiros russos.

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