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Conflito no Irã viola Carta da ONU; ataque a escola surpreende, diz investigação

Relatório da ONU condena ataques e retaliação como violação à Carta das Nações Unidas; choque com ataque a escola em Minab e mortes de meninas

People mourn on the day of the funeral of the victims following a reported strike on a school in Minab, Iran, March 3, 2026. Amirhossein Khorgooei/ISNA/WANA (West Asia News Agency) via REUTERS
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  • A missão de apuração independente da ONU condena ataques de Israel e dos EUA contra o Irã e as retaliações de Teerã, dizendo que violam a Carta das Nações Unidas.
  • A Carta proíbe o uso da força contra a integridade territorial ou a independência política de um Estado.
  • A entidade expressou forte surpresa com o ataque à escola feminina Shajareh Tayyebeh, em Minab, no sul do Irã, no primeiro dia dos ataques, em que as vítimas parecem ser principalmente meninas de sete a 12 anos.
  • Outro painel da ONU afirmou que mais de 160 crianças teriam morrido, enquanto dezenas de milhares de pessoas foram detidas e enfrentam tortura e pena de morte após o crackdown de protestos iniciado em de dezembro de 2025.
  • A missão alerta que os detidos podem estar em risco com novos ataques e destaca que a morte de dezenas de dirigentes iranianos, incluindo o líder supremo, não é um meio aceitável de justiça conforme o direito internacional.

O Conselho de Direitos Humanos da ONU, por meio de uma missão independente, condenou ataques de Israel e dos EUA contra o Irã e as retaliações de Teerã como violações da Carta das Nações Unidas. A mensagem ressalta que o uso da força contra a integridade territorial ou a independência política de um Estado é proibido.

A missão também expressou profundo choque com um ataque que atingiu a escola feminina Shajareh Tayyebeh, em Minab, no sul do Irã, no sábado, primeiro dia dos ataques. Segundo o relatório, a maioria das vítimas eram meninas entre 7 e 12 anos.

Perspectivas da ONU sobre o contexto

Nesta quarta-feira, outro painel de especialistas da ONU indicou que mais de 160 crianças foram mortas em meio ao conflito, segundo relatos. A instituição aponta que a população iraniana está entre uma campanha militar de grande escala e um governo com histórico de abusos de direitos humanos.

A investigação cita dezenas de milhares de detenções e riscos de tortura e pena de morte. O relatório destaca que prisioneiros, incluindo manifestantes detidos desde 28 de dezembro de 2025, podem ficar vulneráveis a novos impactos de ataques.

A nota também menciona danos no complexo de Evin, onde um casal britânico preso no Irã descreveu explosões que abalaram o pavilhão onde estão alojados e aumentaram a tensão associada ao conflito.

Contexto humano e legal

Segundo a ONU, as mortes de dezenas de funcionários iranianos de alto escalão, entre eles o líder supremo Ayatollah Ali Khamenei mencionado em relatos, não configuram, conforme o direito internacional, resposta adequada para se obter justiça por meios legais.

As conclusões da missão de apuração apontam para uma situação de grave violação de direitos humanos, com impacto direto sobre civis, sobretudo crianças, em meio a campanhas militares em curso e ações de repressão interna.

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