- O Irã acumula pelo menos 787 mortos, segundo a Cruz Vermelha, em meio aos ataques que atingem o país, incluindo civis.
- O Exército dos EUA afirma ter realizado quase o dobro dos ataques da fase inicial da ofensiva contra o Iraque em 2003, atingindo cerca de dois mil alvos no Irã.
- A Marinha dos EUA pode começar a escoltar petroleiros pelo estreito de Hormuz, conforme anúncio da administração.
- Israel lançou uma ampla onda de ataques contra alvos iranianos, mirando lançadores de mísseis, sistemas de defesa e infraestrutura.
- O conflito provocou alta de preços de energia e turbulência nos mercados globais, com deslocamentos de civis, incluindo mais de trinta mil pessoas deslocadas no Líbano, segundo a ONU.
O conflito entre EUA/Israel e Irã entra no quinto dia com ataques aéreos que, segundo a Cruz Vermelha, já provocaram ao menos 787 mortos no Irã. A ofensiva envolve alvos no território iraniano, incluindo infraestrutura e plataformas militares, em meio a uma escalada após o início dos ataques.
O comando militar dos EUA afirma que o número de ataques realizados no primeiro dia de operação foi quase o dobro das “manobras de choque e awe” na invasão do Iraque, em 2003, e que quase 2.000 alvos teriam sido atingidos no Irã até o momento. A Marinha dos EUA disse ainda ter destruído 17 navios iranianos.
A administração Trump sinalizou que a Marinha dos EUA pode começar a escoltar petroleiros pelo Estreito de Hormuz, caso seja necessário, como parte de medidas para conter o aumento dos preços de energia. A escalada provocou queda em mercados globais de petróleo e gás.
Globalmente, as cotações de energia reagiram com alta. O petróleo ficou pressionado pela interrupção de exportações no Oriente Médio, com paradas de produção em Qatar e Iraque, entre outros. Em bolsas asiáticas, o Nikkei recuou cerca de 3,9% na abertura, e o Kospi caiu 8,1% antes de suspensão de negociações.
Conflito militar e ações israelenses
Israel informou ter lançado uma “onda ampla” de ataques a Irã, com foco em sites de lançamento, sistemas de defesa e infraestrutura. O governo israelense não detalhou todas as operações, mas confirmou ações coordenadas com os EUA.
Trump afirmou que cortaria todas as relações comerciais com a Espanha por, segundo ele, negar o uso de bases espanholas para ações contra o Irã. O presidente também criticou o primeiro-ministro britânico Keir Starmer, destacando que houve abertura de bases para operações, embora Starmer não tenha aderido aos ataques.
Região e consequências humanitárias
O Ministério da Saúde do Líbano informou que ataques israelenses a duas cidades ao sul de Beirute deixaram seis mortos e oito feridos. Aramoun e Saadiyat ficam fora das áreas tradicionais de influência do Hezbollah. A ONU estima que mais de 30 mil pessoas foram deslocadas no país desde o início dos bombardeios.
O Pentágono informou que quatro dos seis soldados americanos mortos em um ataque com drone em uma base no Kuwait foram identificados. O governo Trump sinalizou que podem ocorrer mais baixas entre as forças norte-americanas à medida que o conflito se prolonga.
Brasil e aliados
O Irã informou que continua lançando dezenas de mísseis balísticos contra Israel, com a maioria interceptada. Até o momento, 11 pessoas morreram em Israel desde o começo do conflito. France, com Macron, ordenou que o porta-aviões nuclear Charles de Gaulle se desloque do Báltico para o Mediterrâneo para proteger ativos aliados, com escolta de fragatas e aeronaves.
Precauções e desdobramentos
O número de vítimas divulgado pela Cruz Vermelha continua sujeito a atualização. Várias fontes destacam que o cenário humano é volátil, com múltiplas regiões sob ataque. O esforço internacional busca evitar uma escalada adicional enquanto governos avaliam próximos movimentos diplomáticos.
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