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Guerra com o Irã pode custar Israel quase US$ 3 bilhões por semana

Ministério das Finanças estima que guerra contra o Irã custará quase US$ 3 bilhões por semana a Israel, dependendo de flexibilização de deslocamentos

A população de Tel Aviv se abriga em bunkers após o agravemento da guerra contra o Irã. Foto: Maya Levin / AFP
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  • O ministério das Finanças de Israel estimou que a guerra contra o Irã vai custar quase US$ três bilhões por semana à economia do país, equivalente a 9 bilhões de shekels.
  • Os prejuízos consideram principalmente a paralisação de atividades e a convocação de forças de reserva; podem diminuir se houver flexibilização de deslocamentos e atividades, com custo estimado em US$ 1,4 bilhão (4,3 bilhões de shekels) caso o alerta passe de vermelho para laranja.
  • O conflito, iniciado no último sábado por ataques de Israel e Estados Unidos, já causa mais de mil mortos, incluindo o líder supremo Ali Khamenei, segundo relatos.
  • O governo de Israel afirma que o confronto deve durar algumas semanas; os EUA não apontam prazo para encerrar ações; o Irã diz estar pronto para uma guerra prolongada e ampliações do conflito já ocorreram no Líbano e em outras regiões.
  • Para a economia global, o principal impacto esperado é no preço do petróleo, com o barril acima de US$ 80 e possibilidade de passar de US$ 100; no Brasil, há perspectivas de efeitos diferentes conforme o mercado de combustível.

O Ministério das Finanças de Israel, em parceria com a agência Reuters, informou nesta quarta-feira que a guerra contra o Irã tem custo estimado de quase US$ 3 bilhões por semana para a economia israelense. A previsão leva em conta paralisações de atividades e a mobilização de forças de reserva.

Segundo o governo, o total em 9 bilhões de shekels corresponde a aproximadamente US$ 2,93 bilhões, ou cerca de R$ 15,3 bilhões, na cotação atual. O cálculo depende principalmente da continuidade das interrupções econômicas provocadas pela escalada do conflito.

Abertura para deslocamentos e atividades pode reduzir o prejuízo, aponta o ministério. Caso uma flexibilização seja concedida, o custo semanal cairia para cerca de 4,3 bilhões de shekels, equivalente a US$ 1,4 bilhão (aproximadamente R$ 7,3 bilhões).

Perspectivas de custo e flexibilização

O confronto foi deflagrado por ataques realizados por Israel, com apoio dos Estados Unidos, a partir do último sábado. Dados oficiais indicam que Teerã e outras cidades iranianas vêm sendo alvo de bombardeios contínuos. Mais de mil pessoas teriam morrido nos ataques conjuntos.

O governo israelense afirmou que a guerra pode se estender por algumas semanas. Os Estados Unidos sinalizaram que não há prazo definido para encerrar as ações no Irã. O Irã, por sua vez, disse não pretender negociações e se mostra preparado para uma continuidade do conflito.

A expansão do conflito já alcançou o Líbano, com ataques atribuídos a Israel, além de ações contra outras nações do Oriente Médio. Tais desdobramentos contribuem para a instabilidade regional e afetam as projeções de segurança na região.

Para a economia global, o preço do petróleo tem sido o principal fator a acompanhar. O barril supera US$ 80, com expectativa de ultrapassar US$ 100 nos próximos dias, caso o Estreito de Ormuz permaneça fechado pelo Irã. Os impactos devem atingir inflação e juros em vários países, incluindo regiões importadoras da energia.

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