- Uma investigação independente da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre direitos humanos no Irã condena ataques de Israel e dos Estados Unidos, bem como ataques retaliatórios do Irã, por violarem a Carta da ONU.
- A Carta proíbe o uso da força contra a integridade territorial ou a independência política de qualquer Estado.
- A missão expressa consternação com o ataque à escola feminina Shajareh Tayyebeh, em Minab, no sul do Irã, no sábado, e informa que a maioria das vítimas seria de meninas entre sete e 12 anos.
- A investigação afirma que a população iraniana fica entre uma campanha militar de semanas e um governo com histórico de violações; dezenas de milhares foram detidos, muitos sob risco de tortura e pena de morte, e manifestantes presos podem estar em perigo caso haja novos ataques.
- Um casal britânico preso no Irã descreveu explosões na prisão de Evin, enquanto autoridades iranianas, inclusive o Líder Supremo, Aiatolá Ali Khamenei, são citadas em mortes nos ataques, o que a ONU considera não aceitável para buscar justiça no direito internacional.
A missão internacional independente de apuração de fatos da ONU declarou nesta quarta-feira que ataques de Israel e dos Estados Unidos, bem como ofensivas retaliatórias do Irã, violam a Carta das Nações Unidas. A declaração reforça que o uso da força contra a integridade territorial ou a independência política é proibido pela carta.
A avaliação aponta também que o ataque à escola feminina Shajareh Tayyebeh, em Minab, no sul do Irã, ocorrera no sábado, no início das ações dos EUA e de Israel. A maioria das vítimas seriam meninas com idades entre sete e 12 anos.
Além disso, a ONU afirma que a população iraniana está entre uma campanha militar de larga escala e um governo com histórico de violações aos direitos humanos, incluindo prisões em massa, tortura e pena de morte. Denuncia que manifestantes detidos podem estar em risco caso haja novos ataques.
Desdobramentos e contexto
O relatório ressalta que dezenas de milhares foram detidos e enfrentam punições severas após repressão aos protestos que começaram em 28 de dezembro de 2015, em meio à crise econômica. A mortalidade entre autoridades iranianas em ataques é mencionada como parte do contexto regional.
Um casal britânico preso no Irã relatou explosões na prisão de Evin, onde estão detidos, e danos à ala em meio à escalada do conflito. O documento observa ainda que as mortes de autoridades, incluindo o Líder Supremo, em ataques de EUA e Israel, não são vistos como meio legítimo de alcançar justiça sob o direito internacional.
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