- O ministro da Defesa dos EUA, Pete Hegseth, afirmou que terça-feira seria o dia “mais intenso” de ataques contra o Irã até agora e responsabilizou Teerã por baixas civis, alegando lançamento de mísseis de escolas e hospitais.
- O chefe do Estado-Maior Conjunto, general Dan Crandall (Gen Dan Caine), disse que o Comando Central dos EUA já atingiu mais de 5.000 alvos, destruiu mais de 50 vessels iranianas e mira fábricas de drones.
- Forças americanas teriam utilizado bombas de penetrante guiadas por GPS para atacar lançadores de mísseis fortemente enterrados; ataques de mísseis balísticos teriam diminuído.
- Crain afirmou que interceptações de drones de ataque continuam com caças e helicópteros; vizinhos do Irã teriam abandonado o país, e os seus proxies estariam enfraquecidos.
- Atingido pela manhã de abertura da campanha, a escola primária Shajareh Tayyebeh teve mais de cento e sessenta e cinco alunas mortas; avaliação inicial dos EUA indica que o ataque pode ter sido causado por informações desatualizadas.
Pete Hegseth afirmou que terça-feira seria o dia mais intenso de ataques dos EUA contra o Irã, em conferência conjunta com o general Dan Caine. Alega que o Irã estaria lançando mísseis de escolas e hospitais, em meio a várias ações militares na região. O objetivo, segundo ele, é degradar a capacidade autônoma de armas do Irã.
Durante a coletiva, Caine informou que, até o momento, a Força Central dos EUA teria alvoado mais de 5.000 alvos, destruído mais de 50 embarcações iranianas e atingido fábricas de drones. Disse ainda que dezenas de armas GPS de 2.000 libras teriam sido lançadas contra lançadores de mísseis enterrados.
Hegseth afirmou que vizinhos do Irã abandonaram o regime e que seus apoiadores — Hezbollah, Houthis e Hamas — estariam fragilizados ou à margem. Em relação às mortes civis, o oficial citou um ataque a uma escola feminina que deixou mais de 165 estudantes mortas, sem oferecer detalhes adicionais.
Operação e avaliações em curso
Uma avaliação preliminar dos EUA indicou que o ataque à escola primária Shajareh Tayyebeh, no início da operação, pode ter ocorrido por erro de inteligência, com a área já separada de uma base naval desde 2016. A escola continha cerca de 170 alunas de 7 a 12 anos no momento do ataque.
Questionado sobre esse episódio, Hegseth disse que o Irã movia lançadores de foguetes para áreas civis para dificultar respostas dos EUA, mas manteve o tom de que o país age como uma organização terrorista. Afirmou que os esforços ocidentais visam evitar mortes civis, ainda que reconhecesse a necessidade de investigações.
O general Caine acrescentou que, no cenário regional, ataques a mísseis balísticos estariam diminuindo e que aliados estariam interceptando drones de ataque com caças e helicópteros. Ele mencionou ainda que as forças americanas haviam usado armas de grande poder contra alvos subterrâneos.
Contexto político e desdobramentos
Antes da coletiva, o ex-presidente Donald Trump afirmou à Fox News que poderia haver negociações com o Irã, dependendo das condições, enquanto, dias antes, Trump havia rejeitado qualquer acordo, publicando nas redes que não haveria acordo com o Irã, exceto rendição incondicional. Mojtaba Khamenei foi elevado ao posto de líder supremo após a morte do pai, Ali Khamenei, nos primeiros dias da campanha.
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