- A escalada entre Ucrânia e Hungria sobre o oleoduto Druzhba se aprofundou: Budapeste disse ter enviado uma delegação para talks, mas Kiev negou status oficial do grupo.
- Kiev afirma que o Druzhba foi danificado por ataques russos em janeiro; Hungria e Eslováquia acusam Kiev de atrasar a reabertura do fornecimento.
- Especialistas ucranianos em drones anti-drones passaram a atuar em três Estados do Golfo, alvo dos mesmos ataques iranianos que atingem a Ucrânia.
- Forças russas atacaram com drones uma estação de bombeamento de petróleo na região de Odesa pela segunda vez, segundo o CEO da Naftogaz; a empresa diz que houve mais de trinta ataques a infraestrutura neste ano.
- Um enviado do presidente russo Vladimir Putin reuniu-se com negociadores dos EUA na Flórida, em pronunciamento divulgado pelo governo americano, em meio a ajustes de sanções sobre o petróleo russo para conter altas de preços associadas ao conflito regional.
O confronto entre Ucrânia e Hungria sobre o oleoduto Druzhba, que transporta petróleo russo para países sem litoral, ganhou contornos mais tensos. Kiev afirma que o segundo trecho do gasoduto continua indisponível desde ataques russos em janeiro, dificultando a reabertura.
Budapeste disse ter enviado uma delegação para diálogo sobre o retorno do Druzhba, mas Kiev negou que o grupo tenha status oficial. A acusação de atraso na reabertura também envolve a Hungria e a Eslováquia, segundo relatos, com a Ucrânia destacando danos causados por ataques russos.
As partes indicam que a reabertura do Druzhba permanece incerta. A Ucrânia sustenta que a responsabilidade pelos danos é de ações russas, enquanto a Hungria y eslováquia buscam manter pressão para avanços diplomáticos.
Diplomacia e próximos passos
O governo ucraniano descreveu a negociação como necessária para encerrar a disputa, ainda sem sinais de acordo imediato. Kiev ressalta a importância de garantir fluxo estável de petróleo para a região, com atenção à dependência de seus vizinhos sem acesso ao mar.
Operações de drone e apoio internacional
Zelensky informou que especialistas ucranianos em neutralização de drones começaram atividades em três Estados do Golfo, alvo de ataques com drones Shahed, de origem iraniense, o que pode ampliar a cooperação regional na área de defesa.
Reação internacional a sanções e tensões regionais
Na arena global, as potências do G7 mantiveram as sanções contra a Rússia, recusando medidas mais brandas, em meio a impactos nas traduções de petróleo nos mercados mundiais. A luta por energia persiste como fator de instabilidade.
Ataques e resposta na região de Odesa
Segundo o CEO da Naftogaz, a Rússia intensificou ataques com drones contra uma estação de bombeamento de petróleo no sul da Ucrânia, em Odesa, com o objetivo de comprometer fornecimentos alternativos não russos à Europa. A empresa registrou mais de 30 ataques à infraestrutura neste ano.
Declaração de Moscou sobre Bryansk
A chancelaria russa classificou o ataque ucraniano a Bryansk, cidade no oeste da Rússia, como ataque terrorista, acusando o Reino Unido de fornecimento de mísseis usados. Em Bryansk, o governador informou a morte de uma pessoa, elevando o total para sete, além de 42 feridos.
Contatos diplomáticos com os EUA
Um emissário do presidente Vladimir Putin manteve conversas com negociadores dos EUA na Flórida, em meio a desencadeamento de medidas para facilitar o preço do petróleo em meio a tensões regionais. Os EUA haviam flexibilizado parte de sanções a Moscou recentemente para evitar alta de preços.
Paralimpíadas e denúncias
A organização paralímpica ucraniana acusou o Comitê Paralímpico Internacional e organizadores de Milano Cortina de pressão sistemática para reduzir a presença de atletas da Ucrânia, incluindo remoção de bandeiras de áreas da equipe e de torcedores, em um cenário de tensão institucional.
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