- Mojtaba Jameneí, de 56 anos, é apresentado pela televisão estatal como novo líder supremo do Irã, em leitura de discurso sem que ele tenha aparecido em vídeo.
- No texto lido na TV, ele promete vingança pelos “mártires” da guerra iniciada em vinte e oito de fevereiro e afirma que o Irã não abandonará a estratégia de regionalizar o conflito.
- Jameneí defende manter o estreito de Ormuz fechado para pressionar os inimigos e ordena ataques contínuos às bases dos Estados Unidos na região.
- O discurso também pediu que vizinhos apontem posição sobre os EUA e Israel, os acusados de serem os “assassinos” do povo iraniano, além de mencionar o ataque contra uma escola de Minab.
- O anúncio ocorre em meio a rumores sobre o estado de saúde de Jameneí após o bombardeio que matou familiares dele, incluindo o pai, e após novos ataques a navios no golfo Pérsico.
El líder supremo de Irán, Mojtaba Jameneí, prometeu venganza pelos mortos na guerra iniciada em 28 de fevereiro e manteve o estreito de Ormuz fechado para pressionar adversários. O discurso foi lido pela TV estatal, sem que Jameneí aparecesse em vídeo ou fisicamente, alimentando dúvidas sobre seu estado de saúde.
A mensagem foi transmitida a partir de uma foto dele ao lado da bandeira iraniana, em meio a rumores sobre sua condição. Jameneí, de 56 anos, pediu unidade nacional e afirmou que o país atacará todas as bases americanas na região, com a indicação de que as ações devem ocorrer de imediato.
Segundo relatos, o texto lido também dirigiu críticas aos Estados Unidos e Israel, aos quais chamou de responsáveis por ataques contra civis. A leitura ocorreu após afirmação de que Jameneí foi atingido levemente no bombardeio que matou membros de sua família, segundo agência Reuters.
Contexto de saúde e leitura pública
Teerã não confirmou vídeo oficial do líder. Informações de fontes oficiais sugerem que Jameneí sofreu ferimentos leves, o que não impede a continuidade de suas funções. A ausência de vídeos aumenta a especulação sobre a capacidade do novo chefe de Estado.
O pacote de frases do discurso incluiu a ideia de abrir frentes adicionais contra o inimigo, sem detalhar quais caminhos seriam usados. Analistas destacam que o tom endurecido sinaliza continuidade da linha regionalista adotada pelo regime.
Implicações regionais e respostas internacionais
Nesta quinta-feira foram registrados ataques a navios no Golfo Pérsico, com alvos no porto de Basora, no Iraque, e em Emirados Árabes, somando-se a bombardeios anteriores que alimentam a tensão na região. Washington e Jerusalém já haviam sinalizado cautela diante da inesperada liderança.
Fortemente fortificada a narrativa de continuidade institucional, a leitura do texto reforça a pressão sobre aliados e adversários. Observadores apontam que o regime busca consolidar a legitimidade diante de uma sequência de ataques externos e de questionamentos sobre a saúde do líder.
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