- O Ministério da Saúde afegão informou, de forma preliminar, cerca de 200 mortos após ataques a um hospital de tratamento de usuários de drogas em Kabul, com o prédio completamente destruído.
- Testemunhas e equipes de resgate contaram ao menos 30 corpos no local, com pacientes feridos encaminhados para diversos hospitais.
- O governo afegão atribuiu o ataque a operações militares do Paquistão na região transfronteiriça, enquanto Islamabad negou que tenha atingido alvos civis em Kabul.
- O Paquistão afirmou que os ataques teriam mirado instalações militares e estruturas de apoio extremista, afirmando que não houve dano a civis.
- O Conselho de Segurança da ONU pediu que as autoridades afegãs acelerem ações contra o terrorismo; o ataque ocorre em meio a Escalada de confrontos na fronteira e a tensões entre Kabul e Islamabad.
Doze de mortos em hospital de Kabul após ataques aéreos; governo afegão culpa o Paquistão, que nega alvo a instalações civis. O ataque ocorreu na capital afegã na noite de segunda-feira e mira um hospital de tratamento de dependentes de drogas, segundo o governo local.
O ministro da Saúde afegão divulgou, em entrevista à imprensa, uma estimativa preliminar de 200 mortos, com a destruição de todas as alas do hospital. Diversas fontes locais mostraram bombeiros tentando controlar as chamas entre os escombros.
Fontes oficiais afegãs divulgaram que pacientes em tratamento estavam entre os mortos e feridos. Equipes de resgate trabalharam com dificuldade para remover corpos e socorrer sobreviventes, que foram encaminhados a hospitais da cidade.
Contexto regional
Autoridades paquistanenses negaram qualquer ataque a instalações civis em Kabul e disseram que os ataques visaram alvos militares e infraestruturas ligadas a militantes afegãos, sem atingir hospitais. O governo de Islamabad pediu investigação e destacou que não houve dano colateral.
A Agência de Notícias AFP informou que equipes de resgate encontraram pelo menos 30 corpos no local, enquanto a operação se desenrolava sob pouca visibilidade. Organizações internacionais, como a Human Rights Watch, expressaram preocupação com a possibilidade de vítimas civis entre os pacientes.
O ataque ocorre em meio a intensos confrontos na fronteira entre Afeganistão e Paquistão, que já tiveram dias de intercâmbio de fogo e ataques aéreos. Bruxelas e o Conselho de Segurança da ONU pediram cooperação para evitar escalada, sem mencionar diretamente o Paquistão.
Antes, relatos oficiais mostraram ataques cruzados na região sudeste do Afeganistão e incidentes na fronteira, com mortes entre civis e militares. Islamabad descreveu a resposta como necessária para desmantelar redes insurgentes.
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