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Trump avisado de provável retaliação iraniana contra aliados do Golfo, dizem fontes

Trump foi avisado de que atacar o Irã pode provocar retaliações contra aliados do Golfo, sugerindo potencial conflito regional segundos relatos de inteligência

Smoke rises from an area near the Dubai International Airport
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  • O presidente dos EUA, Donald Trump, foi informado de que atacar o Irã poderia provocar retaliação contra aliados do Golfo.
  • Avaliações de inteligência pré-guerra apontaram que a resposta iraniana não era garantida, mas estava entre as possibilidades.
  • Trump afirmou que os ataques do Irã contra Qatar, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Bahrein e Kuwait foram uma surpresa.
  • A inteligência também alertou, antes dos ataques, que o Irã poderia ampliar a retaliação contra alvos norte-americanos na região se enxergasse apoio aos ataques.
  • Nas últimas duas semanas, drones e mísseis iranianos atingiram bases e infraestrutura no Golfo, interromperam grande parte do tráfego no Estreito de Hormuz e elevaram os preços globais de energia.

Trump foi alertado de provável retaliação iraniana contra aliados no Golfo, segundo fontes

O presidente Donald Trump foi informado de que atacar o Irã poderia provocar retaliação contra seus aliados no Golfo, ainda que ele tenha afirmado na segunda-feira que a reação de Teerã foi surpresa. A declaração veio de um funcionário americano e de duas fontes familiarizadas com relatórios de inteligência.

Segundo as fontes, avaliações pré-guerra não indicaram que a resposta iraniana seria garantida, mas constava como um desdobramento potencial. Trump repetiu que não esperava ataques a múltiplos países na região, ao falar em uma reunião no Kennedy Center.

Trump também havia alegado, sem confirmação clara, que o Irã poderia alcançar os Estados Unidos com mísseis e que o regime levaria semanas para fabricar uma arma nuclear. As avaliações oficiais sobre esse tipo de ameaça não estavam integradas aos relatos de inteligência.

Antes da operação, o governo também foi informado de que Teerã poderia tentar fechar o estratégico Estreito de Hormuz, vínculo econômico vital para a região. Em resposta, drones e mísseis iranianos atingiram alvos nos estados do Golfo, incluindo bases americanas e uma base sediando tropas francesas.

A crise elevou os preços globais de energia ao interromper quase integralmente o tráfego no Estreito de Hormuz, responsável por cerca de 20% das exportações de petróleo. Vários governos regionais sentiram impactos diretos nos setores de energia e transporte.

Ao longo da semana, legisladores democratas que participaram de briefings disseram que não havia ameaça iminente que justificasse a entrada dos EUA na guerra. O governo não divulgou comentários oficiais sobre esse ponto específico.

Riscos de escalada regional

Fontes ligadas à inteligência indicaram que Trump recebeu diagnóstico de que um ataque ao Irã poderia desencadear retaliação contra capitais no Golfo, especialmente se Moscou ou Riyad apoiassem ações contra o Irã. A comunidade de inteligência também avaliou que planos israelenses para ações contra líderes iranianos poderiam ampliar a retaliação.

O governo dos EUA não solicitou a retirada imediata de funcionários de embaixadas regionais antes dos ataques, o que foi observado pelos observadores como parcela de uma resposta diplomática contínua. A comunidade avaliou que Teerã poderia ampliar a retaliação contra alvos norte-americanos.

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