- O ministro das Relações Exteriores do Irã disse que não haverá “nenhuma contenção” se suas infraestruturas energéticas forem alvejadas novamente, após o ataque a campos de gás iranianos.
- O ataque israelense ao Campo de Gás de South Pars, que o Irã compartilha com o Catar, levou retaliação iraniana em Ras Laffan e outras áreas do Golfo.
- O Catar informou que quase um quinto de sua capacidade de exportação de gás natural liquefeito foi atingido, com impacto potencial de longo prazo.
- Saad al-Kaabi, CEO da QatarEnergy, afirmou que cerca de 20 bilhões de dólares em danos foram causados às suas instalações, elevando riscos de fornecimento por anos.
- Reações internacionais incluíram quedas acentuadas em bolsas, queda de preços de ações e altas rápidas nos preços do gás e do petróleo, com apelos à de-escalada.
O Irã avisou que não terá “restrição zero” se suas infraestruturas energéticas forem alvo novamente, conforme declaração do ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi. A fala acontece após o ataque israelense ao campo de gás sul Pars, ligado ao Irã, e na esteira de represálias contra o Qatar e outros vizinhos do Golfo.
O ataque israelense ao gigante campo de gás Sul Pars levou a retaliações iranianas contra Ras Laffan, no Qatar, e outros alvos na região. O impacto se estendeu aos mercados globais, com quedas em ações e alta nos preços da gas natural e do petróleo Brent, que chegou a subir fortemente em alguns momentos.
Segundo autoridades do QatarEnergy, cerca de 20% da capacidade de exportação de LNG do Qatar ficou fora de operação devido aos ataques. A avaliação aponta que a interrupção pode ter efeitos de longo prazo sobre o fornecimento de gás para clientes na Europa e em outras regiões.
O regime israelense confirmou danos ao refino Bazan, em Haifa, em uma ação atribuída ao Irã. O Irã afirmou que a resposta à ofensiva foi proporcionada e que apenas a contenção impediu maiores danos, mantendo o discurso de que não haverá restrições em caso de novos ataques.
O rubro das informações reforçou a situação de insegurança energética global, com o mercado de gás reagindo de forma abrupta nesta semana. Países europeus, além de Japão e outras nações, manifestaram preocupação com o abastecimento e com o custo da energia.
Na esteira das ações, governos do Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Países Baixos e Japão divulgaram um comunicado conjunto expressando preocupação com o bloqueio de vias de navegação no estreito de Hormuz. Eles ressaltaram a busca por passagem segura de navios.
Especialistas apontam que despesas com combustível podem subir para companhias aéreas, elevando tarifas. Grandes operadores europeus indicaram ajustes operacionais para rotas que contornem o Golfo, com maior uso de voos via Ásia.
Enquanto o conflito se intensifica, o governo dos EUA avalia opções para reforçar a segurança de navios e de oleodutos na região. A administração Trump já vinha discutindo medidas para o Golfo, sem anunciar planos definitivos.
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