- Forças terrestres americanas chegaram ao Oriente Médio no fim de semana, ampliando opções para uma possível ofensiva para abrir o estreito de Hormuz.
- O objetivo seria libertar o tráfego no estreito, pelo qual passa cerca de um quinto do comércio mundial de petróleo, diante da pressão de Teerã.
- As opções incluem tomada de território no Golfo ou envio maciço de presença naval; especialistas alertam que invasão de terra pode provocar elevada quantidade de baixas e reacender o conflito.
- Em Kharg Island, principal terminal de exportação de petróleo do Irã, qualquer tomada de ilhas ou ataque seria seguido por ataques de mísseis, drones e foguetes iranianos.
- O governo americano avalia também ações de longo prazo, como possíveis operações na própriações do Irã para confiscar estoques de urânio, o que aumentaria a complexidade e o risco da missão.
O envio de tropas terrestres americanas ao Oriente Médio ganha impulso após a chegada, no fim de semana, de parte de uma força de 5 mil fuzileiros anfíbios ao território. A medida abre caminho para uma possível ofensiva para abrir o estreito de Hormuz, perto do Golfo Pérsico, ponto de passagem de cerca de 20% do comércio global de petróleo. A ação ocorre em meio a tensões intensificadas com o Irã.
Segundo analistas, Washington avalia duas opções militares para abrir o estreito: tomar território estratégico ou manter uma presença naval maciça para pressionar as rotas marítimas. Mesmo operações terrestres limitadas poderiam resultar em alto número de baixas e escalar o conflito.
O Irã já deixou avisos de retaliação caso haja invasão, incluindo ataques a alvos no território iraniano para atingir forças estrangeiras. Diplomatas mencionam que Teerã pode reagir com ataques a infraestrutura e missões militares estrangeiras na região.
Entre os alvos potenciais, Kharg Island, terminal de exportação de petróleo iraniano, é apontado como uma área de interesse. A captura de ilhas menores também é considerada, mas especialistas alertam para a dificuldade logística de sustentar posições por longos períodos.
A marinha dos EUA deverá manter escolta de navios mercantes, além de realizar operações de desminagem e apoio aéreo. Analistas ressaltam que esse esforço exige cooperação de aliados, como o Reino Unido, diante da necessidade de recursos que o país pode não possuir integralmente.
Estimativas militares indicam que a força em terra é significativamente menor do que as utilizadas nas grandes invasões anteriores. A imprensa local aponta também que outros 2 mil paratroopers devem chegar, elevando o total de efetivos envolvidos.
Especialistas destacam que a simples presença de tropas em solo não garante a abertura estável do estreito. A defesa iraniana, com mísseis, drones e capacidade de retaliação, aumenta o risco de escalada e de danos a ativos civis na região.
A situação ocorre em meio a ataques de facções alinhadas ao Irã contra alvos israelenses na região. Tais ações elevam o risco de que a turbulência se estenda a corredores logísticos críticos, como o próprio Hormuz e rotas alternativas no Mar Vermelho.
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