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Teerã avisa Trump sobre ameaça no Hormuz; Netanyahu diz ter ajudado no resgate

Parlamento iraniano condena tom de Trump sobre o estreito de Hormuz; Israel teria ajudado no resgate de piloto americano, enquanto ataques elevam preços do petróleo

A building destroyed in a US and Israeli airstrike at the Shahid Beheshti University in Tehran, Iran. Follow live for latest updates on the Iran war and wider Middle East crisis.
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  • O presidente da Câmara dos Deputados iraniana, Mohammad Baqer Qalibaf, condenou as ameaças de Donald Trump a infraestrutura de energia e transporte, dizendo que o premiê israelense, Benjamin Netanyahu, o estaria induzindo.
  • O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou ter ajudado os EUA a resgatar um tripulante abatido no Irã, dizendo ter conversado com Trump e “parabenizado pela decisão corajosa” e pela missão americana.
  • Trump usa linguagem forte para pedir passagem de navios pelo estreito de Hormuz e ameaçar atacar infraestrutura iraniana, em comunicado publicado em rede social.
  • Enquanto isso, o Irã intensificou ataques a instalações de energia no Golfo, lançando drones e mísseis em Kuwait, Bahrein e Emirados Árabes, e disse ter atingido um navio ligado a Israel no porto de Jebel Ali, em Dubai.
  • No pacote de desdobramentos, ocorreram ataques israelenses que deixaram mortes no Líbano e no Beirut, além de ataques a uma refinaria e a instalações no Kuwait, com relatos de danos significativos e mortos em zonas de operação.

O conflito na região segue em alta após uma série de ações e declarações entre EUA, Israel e Irã. O líder iraniano da Câmara, Mohammad Baqer Qalibaf, criticou publicamente as ameaças do presidente Donald Trump, alegando que ele estaria sendo influenciado pelo primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. A edição ocorreu depois de Trump exigir abertura do Estreito de Hormuz e anunciar novas ações contra infraestrutura energética iraniana.

Netanyahu, por sua vez, afirmou ter conversado com Trump e parabenizado a operação que resgatou um piloto americano abatido no Irã. O premiê disse que o presidente demonstrou apreço pela participação de Israel no reconhecimento. O tom de Washington incluiu linguagem contundente sobre o Irã, com críticas à atuação regional. A situação elevou a tensão entre as potências desde o fim de semana.

Desenvolvimento dos acontecimentos

O Irã ampliou ataques contra infraestrutura de energia no Golfo, inclusive com ataques a petroquímicas no Kuwait, Bahrain e Emirados Árabes Unidos. As Forças Revolucionárias relataram também ataques a um navio ligado a Israel no porto de Jebel Ali, em Dubai. Volátil, o cenário manteve o uso de forças militares nas últimas horas.

Repercussões e impactos

Políticos dos EUA reagiram de forma contundente a Trump, com críticas de figuras como Marjorie Taylor Greene e Chuck Schumer, que apontaram riscos de escalada e danos à relação com aliados. No mercado, o petróleo abriu em alta, com o WTI subindo próximo a 114 dólares o barril e o Brent em torno de 110 dólares.

Resgate e danos colaterais

O segundo membro da tripulação de um bombardeiro F-15E, abatido no sudoeste do Irã, foi resgatado em operação que durou dias. A autoridade mencionou que o tripulante estava ferido, mas estável. Registros indicam mortes associadas aos ataques entre EUA e aliados na região.

Regionalização do conflito

No Golfo, o Irã afirmou ter atingido um complexo petroquímico em Bahrain, com imagens de fumaça visíveis. Em Kuwait, a Kuwait Petroleum Corporation relatou ataques a várias instalações, com danos significativos a plantas de geração de energia e dessalinização. Em Líbano, ataques israelenses em Beirut provocaram dezenas de mortos e feridos, elevando a tensão entre as partes.

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