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Comandante da Guarda Revolucionária do Irã morto em operação atribuída a Israel

Israel mata major-general Majid Khademi, chefe de inteligência da Guarda Revolucionária, em Teerã; cessar-fogo de quarenta e cinco dias tem resposta pendente

Comandante da Guarda Revolucionária do Irã eliminado por Israel
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  • O major-general Majid Khademi, chefe de inteligência da Guarda Revolucionária iraniana, foi eliminado por ataque de Israel durante bombardeios em Teerã.
  • O governo de Israel confirmou a autoria; o ministro da Defesa, Israel Katz, disse que a operação visava lideranças da Guarda Revoluzionária e que o país continuará mirando estruturas estratégicas iranianas.
  • O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou que Athar Bakri, ligado à Força Quds, também foi morto.
  • Mediadores do Egito, Paquistão e Turquia apresentaram proposta de cessar-fogo de quarenta e cinco dias, com reabertura do Estreito de Ormuz; ainda sem resposta oficial do Irã ou dos Estados Unidos.
  • O conflito já deixou milhares de mortos e impactos econômicos globais, com o Estreito de Ormuz quase bloqueado; o Irã afirmou que pode intensificar ações caso haja envolvimento dos Estados Unidos.

O major-general Majid Khademi, chefe de inteligência da Guarda Revolucionária do Irã, foi morto durante bombardeios em Teerã. O ataque ocorreu na madrugada de 6, quando as ações atingiram áreas residenciais próximas à capital. A operação é ligada a tensões na região.

Khademi assumiu o cargo após a morte de Mohammad Kazemi, também atribída a ações de Israel. O governo israelense confirmou a autoria, com o ministro da Defesa, Israel Katz, dizendo que o alvo era lideranças da Guarda Revolucionária e que Israel manterá ações contra estruturas estratégicas iranianas.

Forças de Defesa de Israel disseram que Khademi era um dos principais comandantes do regime e envolvido em operações internacionais. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou, ainda, que Athar Bakri, ligado à Força Quds, também foi morto.

Cessar-fogo temporário e negociações

Mediadores do Egito, Paquistão e Turquia apresentaram uma proposta de cessar-fogo de 45 dias. O plano prevê a reabertura do Estreito de Ormuz e busca condições para negociações mais amplas. A proposta foi enviada aos chanceler iraniano Abbas Araghchi e ao enviado dos EUA Steve Witkoff, sem resposta oficial.

O Irã respondeu com novas ofensivas, segundo autoridades locais, lançando mísseis e drones contra Israel e atingindo alvos no Kuwait e nos Emirados Árabes Unidos. O governo iraniano declarou que pode ampliar ações caso haja envolvimento direto dos EUA, liderados por Donald Trump.

Após mais de 30 dias de confrontos, o conflito já gerou milhares de mortos e impactos econômicos globais. O Estreito de Ormuz segue praticamente bloqueado, e a Guarda Revolucionária planeja ampliar o controle da região estratégica para o transporte de petróleo.

A escalada atual aumenta a preocupação internacional com a possibilidade de expansão do conflito no Oriente Médio e seus efeitos globais.

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