- Um bunker secreto da Otan funciona dentro da estação de metrô de charing cross, em Londres, onde militares treinam uma simulação de defesa de Estonia contra uma invasão russa em 2030.
- O exercício Arrcade Strike demonstra a visão de uma “força de reserva estratégica” para 2030, incluindo uso maciço de drones e coordenação com aviões de caça e artilharia.
- A Força Britânica está entre oitenta e noventa por cento aquém do número de drones que acredita precisar, tanto para reconhecimento quanto para defesa aérea e ataque.
- O programa envolve uso de inteligência artificial para acelerar decisões, além de um centro de comando capaz de transmitir até dez terabytes de dados por dia, com espaço para até quinhentos operadores.
- O governo sinaliza possível aumento de orçamento de defesa para fechar lacuna de dezoito bilhões de libras, financiamento destinado a drones simples e a modelos mais sofisticados.
A clandestina cúpula de comando da Otan funciona em um bunker secreto no interior da estação Charing Cross, no subsolo da linha Jubilee, em Londres. Soldados britânicos participam de um exercício estratégico que simula defesa de Estônia diante de uma invasão russa em 2030, sem perceber a passagem de transeuntes.
O cenário demonstra uma sala de operações com tecnologia avançada, câmeras, telas e computadores que ocupam plataformas de um entorno de ferro. A ideia é ensaiar a capacidade de resposta da força de reação rápida diante de um conflito europeu.
A preparação envolve esboços de ações, com reforços de drones para reconhecimento, defesa aérea e ataque. Analistas apontam que, na hipótese de guerra total, o Exército britânico ficaria sem drones em poucos dias, operando apenas algumas centenas diões diários.
Cenário e tecnologia
O exercício Arrcade Strike visa evidenciar a “força de reserva estratégica” até 2030, segundo o general Lt Gen Mike Elviss. Três ministros da defesa acompanharam a sessão, ainda que o secretário de Estado John Healey não tenha comparecido, pois visita Estônia e participa de atividades relacionadas.
Na simulação, a Otan utiliza milhares de drones para ampliar uma ofensiva contra forças russas, com apoio de aviões de caça e artilharia até chegar a São Petersburgo, partindo da fronteira. O objetivo é demonstrar velocidade de decisão com inteligência artificial.
A operação também explora o projeto Asgard, um sistema digital de comunicação com IA que conecta sensores a armas. A automatisação busca reduzir o tempo de decisão de 72 horas para cerca de duas horas, segundo o briefing.
A sala de comando pode emitir até 10 terabytes de dados diários, equivalente a três meses de streaming, segundo os organizadores. O centro comporta até 500 pessoas, com atuação em rede para coordenar ações de combate.
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