- O Irã afirmou que a retomada das hostilidades com os Estados Unidos é improvável, enquanto o presidente americano, Donald Trump, disse não estar satisfeito com as propostas iranianas para encerrar a guerra.
- O Irã praticamente fechou o Estreito de Ormuz, área estratégica para o abastecimento global de energia, e os EUA responderam com bloqueio naval aos portos iranianos.
- Trump indicou que não há pressa para chegar a um acordo com o Irã, dizendo que “ainda não estamos satisfeitos com isso, mas estaremos”.
- Mohamad Akbarzadeh, vice-chefe político da Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica, afirmou que a guerra é improvável devido à fraqueza do inimigo e que as Forças Armadas estão em alerta, citando a intenção de transformar áreas entre Chabahar e Mahshahr em um “cemitério para os agressores”.
- Na fronteira do Líbano, Israel expulsou moradores e declarou a região sul do país como “zona de combate” até o rio Zahrani; 31 pessoas morreram em bombardeios em Nabatiye, segundo o Ministério da Saúde libanês.
O Irã afirmou nesta quarta-feira 27 que é pouco provável a retomada das hostilidades com os Estados Unidos. Paralelamente, o presidente norte-americano afirmou que ainda não está satisfeito com as propostas iranianas para encerrar a guerra, sugerindo que pode haver novas ações militares.
O governo iraniano pediu cautela e ressaltou que as negociações seguem sem consenso definitivo. Em resposta, Washington manteve a tônica de que a pressão econômica e militar permanece como parte de sua estratégia para forçar uma mudança de posição de Teerã.
Desde o início do conflito, o Irã isolou praticamente o Estreito de Ormuz, rota marítima essencial para o abastecimento global, e os EUA implementaram bloqueio naval aos portos iranianos. Em reação, o governo dos EUA reiterou ações de defesa e afirmou que quaisquer ataques seriam respondidos.
Situação estratégica e negociações
O Irã indicou que não há pressa para um acordo, ao mesmo tempo em que reforçou que as Forças Armadas estão em alerta elevado. Autoridades iranianas citaram a possibilidade de ampliar operações caso haja novas agressões, sem detalhar prazos.
Fontes oficiais citadas pela mídia estatal mencionaram ainda avanços na leitura de um possível memorando de entendimento, mas o governo americano desmentiu rapidamente a existência de um acordo. A Casa Branca classificou o conteúdo como falso.
Na segunda-feira, houve relatos de explosões na cidade portuária de Bandar Abbas. A Guarda Revolucionária afirmou ter derrubado um drone norte-americano e aberto fogo contra uma aeronave compatível com um caça F-35, em meio a uma escalada de trocas de ataques.
O Centcom afirmou ter realizado ataques considerados de legítima defesa contra alvos no Irã, elevando o tom de alerta na região. Paralelamente, o Irã anunciou nova abertura parcial da internet após interrupção de três meses, tentando normalizar parte das atividades online.
Front Libano e tensões regionais
No front libanês, Israel manteve ataques contra o movimento Hezbollah, apesar da trégua de 17 de abril. O Exército israelense anunciou a designação de uma zona de combate ao sul do Líbano, estendendo-se até cerca de 40 km da fronteira, e ordenou com dispersão de moradores.
Em Nabatiye, cidade do sul do Líbano, o Ministério da Saúde local informou o registro de pelo menos 31 mortes em bombardeios ocorridos na terça-feira. A violência continua a reverberar na região, elevando a pressão sobre as negociações de paz e cessar-fogo na área.
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