- A marinha francesa incautou no domingo um petroleiro sob sanções internacionais, o Tagor, que havia zarpado da Rússia, em alto-mar no Atlântico.
- A operação contou com apoio de parceiros, entre eles o Reino Unido, e ocorreu em estrito respeito ao Direito do Mar.
- O presidente Emmanuel Macron afirmou que é inaceitável que navios contornem as sanções para financiar a invasão da Ucrânia.
- O Kremlin classificou o ato como piratería, afirmando que é ilegal e não está em conformidade com o direito internacional.
- O Tagor, com bandeira de Madagascar, foi interceptado pela quarta vez desde setembro do ano passado.
O governo francês informou que a Marinha interceptou um petrolero russo no Atlântico, que seguia sob sanções internacionais. A ação ocorreu no fim de semana, em alto mar, com participação de aliados europeus, entre eles o Reino Unido, e foi apresentada como uma verificação do cumprimento das sanções. A embarcação partiu da Rússia antes de ser abordada.
O navio envolvido é o Tagor, de bandeira de Madagascar, segundo dados de rastreamento. A embarcação navegava na região sudoeste da Noruega quando foi interceptada. A operação foi descrita como necessária para impedir o financiamento da invasão da Ucrânia, que se estende há mais de quatro anos.
A declaração de Emmanuel Macron enfatizou que violações das sanções são inaceitáveis e que o direito do mar foi observado durante a ação. O chefe do Estado-Maior do Exército francês confirmou a verificação de bandeiras como parte do processo. A França já realizou outras incursões semelhantes desde setembro do ano passado.
Por parte russa, o porta-voz Dmitri Peskov qualificou o feito como pirataria, afirmando que o Kremlin não reconhece o enquadramento sob o direito internacional. Moscou informou que tomará medidas para proteger seus ativos, mantendo posição crítica sobre as ações de interceptação.
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