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Israel e Hezbollah continuam em fogo cruzado mesmo com anúncio de Trump

Israel e Hezbolá mantêm fogo cruzado após anúncio de Trump sobre fim das hostilidades no Líbano; Beirute continua sob ameaça e civis seguem deslocados

Benjamín Netanyahu, en la frontera de Israel con Líbano, el sábado.
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  • Depois do anúncio de fim dos confrontos em Líbano feito por Donald Trump, não houve mudança significativa; Israel evita bombardear Beirute, mas já matou 12 pessoas em bombardeios, enquanto Hezbolá continua atirando e deixou de mirar cidades mais distantes do Líbano.
  • O Exército de Israel emitiu sua primeira ordem de desalojo desde o recado de Trump, obrigando moradores de Nabatieh, no sul do Líbano, a se deslocarem para o norte do rio Zahrani, a cerca de quarenta quilômetros da fronteira.
  • Hezbolá tem atirado contra tropas no Líbano e contra localidades fronteiriças de Israel; o governo de Israel condiciona não bombardear os subúrbios de maioria xiita de Beirute, Dahiye, à ausência de ataques nessas áreas.
  • Netanyahu enfrenta críticas internas por ter recuado de um ataque a Beirut após a intervenção de Trump; fontes citadas pela imprensa indicam que o presidente dos Estados Unidos ligou para cobrar a suspensão dos bombardeios.
  • A oposição acusa o premiê de ser refém dos Estados Unidos; ele defende ações contra o Irã e afirma que os ataques contra o regime iraniano continuam, apesar da suspensão temporária dos bombardeios em Beirute.

Israel e Hezbollah seguem em fogo cruzado após o anúncio de Trump de fim das hostilidades no Líbano, que não se confirmou. O conflito permanece com bombardeios no dualismo entre fronteira libanesa e Israel, sem mudança significativa após o dia anterior.

O Exército de Israel diz que não atacará Beirut, embora já tenha registrado 12 mortos em ataques aéreos em várias localidades. O Hezbollah continua a disparar, porém desviou parte dos tiros das zonas mais próximas ao território israelense para áreas mais distantes do Líbano.

O Exército israelense emitiu a primeira ordem de evacuação desde o pronunciamento de Trump, orientando moradores de Nabatieh a deixarem a cidade para o norte do rio Zahrani, a cerca de 40 quilômetros da fronteira. Nabatieh era uma cidade importante no sul libanês antes da guerra de 2024.

Hezbollah não apenas ataca posições de tropas no Líbano, como também mira alvos fronteiriços em Israel. O governo de Netanyahu condiciona a não bombardear Dahiye, subúrbios de maioria chiita em Beirute, à ausência de ataques contra essas áreas. O ministro da Defesa apontou que, sem calma na região, não haverá calma ao sul de Beirute, destacando que não há alto fogo em território libanês.

Críticas a Netanyahu repercutem tanto no interior quanto no exterior. Ministros da coalizão e opositores acusam o premiê de agir sob influência de Washington, cancelando ofensiva previamente anunciada. A reportagem aponta que Trump telefonou para Netanyahu e exigiu suspensão dos bombardeios sobre Beirute, segundo Axios.

A oposição reagiu com críticas rápidas. Líderes de partidos de centro e de direita contestam a condução da guerra e chamam o governo de alinhamento excessivo com os EUA. Comentários públicos questionam a estratégia e a relação com a administração norte-americana.

No âmbito externo, Netanyahu tem defendido a ação contra o Irã, afirmando que os custos do regime iraniano são altos e que o golpe contra o Irã ainda não terminou. Após a retirada do chefe do Mossad, David Barnea, o premiê enfatizou que o plano para pressionar Tehran continua em andamento.

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