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Ataques ucranianos causam impactos na Rússia

Ataques profundos ucranianos alcançam até oitocentos quilômetros da fronteira, atingindo portos e refino e ampliando prejuízos à economia russa

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  • Em 3 de junho, uma densa coluna de fumaça preta subiu sobre São Petersburgo, com novo ataque próximo a uma base naval e depósito de petróleo três dias depois; a região classificou o ataque como sem precedentes, destacando o alcance de cerca de 800 km do fronteiro russo.
  • A divulgação de dados mostra que ataques profundos da Ucrânia a partir de posições a pelo menos 100 km da fronteira aumentaram significativamente, com 658 ataques em 2025 — quase o dobro dos três anos anteriores juntos — e tendência de mais de 800 neste ano, conforme o ritmo atual.
  • Tuapse, importante hub de exportação de petróleo da Rússia, foi alvo duas vezes em sequência: primeiro terminal marítimo incendiado, depois vazamento de óleo e, em seguida, a refinaria principal.
  • O conjunto de ataques revela expansão da campanha, com muitos alvos localizados a menos de cinco quilômetros de centros estratégicos, aumentando o número de locais estratégicos próximos a ataques profundos em 2024–2025.
  • O impacto econômico é estimado por meio de modelo que indica déficits de receitas de combustíveis fósseis da Rússia frente aos valores previstos pelo preço do Brent, com reduções que atingiram patamares de dezenas de bilhões de dólares e impactos em operações de refino e exportação.

Opal de fumaça negro emergiu sobre o porto de São Petersburgo em 3 de junho, após ataques de Ucrânia. Três dias depois, outra ofensiva atingiu um depósito de petróleo próximo e uma base naval, segundo o governador regional, em tom considerado sem precedentes. As intervenções atingiram a cidade a cerca de 800 km da fronteira ucraniana.

Análise de dados mostra que ataques profundos de Ucrânia se tornaram mais frequentes e danosos. O estudo rastreou 1.289 ataques ucranianos desde 2022, com 335 enquadrados como profundos até o fim de 2024. Em 2025, foram 658 ataques desse tipo, quase o dobro do total dos três anos anteriores.

Tuapse, hub de exportação de petróleo, já era alvo frequente desde 2023. Primeiro, terminal marítimo pegou fogo; depois houve derramamento de óleo e, em seguida, mais dois ataques atingiram a refinaria principal. Tuapse abriga a maior refinaria do Mar Negro.

Com o tempo, a capacidade ucraniana expandiu-se para alvos distantes. São Petersburgo tornou-se alvo frequente, evidenciando uma mudança estratégica para além das fronteiras. Images dramáticas aproximam o conflito do cotidiano de moradores longe das linhas de frente.

O Economist utilizou dados abertos, satélites FIRMS da Nasa e rastreamento online para estimar impactos não captados por organizações de monitoramento. O modelo aponta que 2025 registrou três vezes mais ataques do que o registrado pelo ACLED, quando contados os alvos repetidos, o que sugere repetição de ataques a instalações críticas.

O impacto econômico ocorre em duas etapas: danos que dificultam reparos rápidos e custos elevados que desviam recursos do setor militar. Dados do Banco Central russo indicam crescimento de 26% na oferta de crédito a refinarias desde o início de 2024, frente 12% na economia civil; isso aponta para pressões financeiras setoriais.

Estimativas de receitas de combustíveis fósseis da Rússia indicam queda significativa. Entre 2025 e o início de 2026, as receitas ficaram bem abaixo das expectativas com base nos preços de Brent, sugerindo perdas relevantes para exportações, agravadas por fatores como o câmbio e sanções ocidentais.

Observa-se que nem todo ataque é bem-sucedido; drones com explosivos menores são comuns, enquanto alvos grandes e inflamáveis apresentam maior vulnerabilidade. Portos, depósitos de petróleo e refinarias permanecem mais visíveis e difíceis de ocultar.

O ritmo dos ataques levanta questões sobre continuidade da ofensiva, capacidade de resposta russa e impactos logísticos na produção de petróleo. As informações resultam de monitoramento de fontes abertas, análises setoriais e modelos que cruzam dados de incêndios, tráfego digital e imagens de satélite.

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