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Por que o Irã não é mais chamado Pérsia

De Pérsia a Irã em mil novecentos e trinta e cinco: o nome oficial vem de “terra dos arianos”, adotado pelo xá Reza Pahlavi para o país

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  • O Irã passou a ser o nome oficial do país em 1935; até então, fora chamado de Pérsia pelos europeus, enquanto os iranianos referem-se ao estado como Irã desde sempre.
  • A região histórica da Pérsia estendeu-se por áreas que hoje correspondem a várias nações; o Irã atual ocupa hoje apenas uma fração desse território, enquanto a Pérsia pode simbolicamente indicar a província de Fars.
  • A trajetória persa começou por volta de mil a.C., com a unificação inicial sob Ciro II, expandiu-se sob Dario I e passou por dominância de Alexandre, os sassânidas e, posteriormente, invasões islâmicas e turcas, até o controle regional ao longo de séculos.
  • No século XX, o Irã passou por modernização e, em 1979, houve a Revolução Islâmica liderada pelo aiatolá Khomeini, que transformou o país em república islâmica e intensificou o atrito com os Estados Unidos e o Ocidente.
  • A última grande disputa territorial foi a Guerra Irã-Iraque, iniciada em 1980, com cerca de 1,5 milhão de mortos, sem alterações significativas nas fronteiras.

O Irã já era conhecido como tal na língua persa, mesmo quando o país era chamado de Pérsia. Em 1935, o governo Shah Reza Pahlavi pediu a comunidade internacional que adotasse o nome Irã, sigla de “terra dos arianos” na língua parse. A designação de Pérsia passou a figurar apenas como referência histórica regional, não ao país como um todo.

Ao longo de milênios, o território persa se expandiu, contraiu-se e foi dominado por diversos impérios. O auge ocorreu sob Dario I, com avanços que alcançaram partes da Ásia e da Europa; depois, a região foi dominada por Alexandre, o Grande. A partir do século VII, a presença islâmica moldou a cultura persa.

Entre as dinastias, os sassânidas chegaram ao fim com a invasão árabe no século VII. O território foi gradualmente integrado ao mundo islâmico, passando por dominações turcas e, posteriormente, por pressões russas e britânicas. A influência externa moldou fronteiras e estruturas políticas.

No século XX, o Irã enfrentou reformas, resistências e mudanças de poder. Em 1925, um golpe de Estado consolidou o poder do xá, que estabilizou o território. Em 1935, o nome Irã tornou-se oficial, enquanto a região chamada Pérsia permaneceu como referência histórica de parte do território.

A década de 1970 trouxe revolta religiosa e queda do governo em 1979, após a Revolução Islâmica liderada pelo aiatolá Khomeini. O país adotou uma república islâmica, com leis baseadas no Islamismo, alterando relações com Ocidente.

Entre 1980 e 1988, o Irã travou a Guerra Iraniano-Iraquiana, deflagrada pelo ataque de Saddam Hussein. O confronto não alterou fronteiras, resultando em cerca de 1,5 milhão de mortes e um impacto duradouro na região.

Hoje, o Irã mantém uma trajetória marcada por conflitos culturais e geopolíticos com o Ocidente, especialmente com os Estados Unidos. A história milenar do país é apresentada como uma continuidade entre passado persa e o Irã contemporâneo.

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