- Um juiz federal bloqueou temporariamente, na quarta-feira, 28, a detenção de refugiados em Minnesota ordenada pelo governo de Donald Trump e determinou a libertação das pessoas detidas.
- A decisão envolve a operação que enviou agentes federais de imigração ao estado, que gerou críticas após incidentes de violência envolvendo civis.
- A ordem impede prisões durante a revisão do status dos refugiados, mesmo permitindo que o governo continue avaliando a situação imigratória.
- O juiz John Tunheim afirmou que os refugiados têm direito de estar, trabalhar e viver nos EUA, e não devem ser submetidos à detenção sem mandado ou causa.
- Os refugiados sob a revisão de status passaram por verificações rigorosas e já foram aprovados para entrada, trabalho e realocação, aguardando o ajuste para residentes permanentes.
Um juiz federal dos Estados Unidos bloqueou temporariamente a detenção de refugiados em Minnesota ordenada pela administração de Donald Trump. A ordem de 28 de fevereiro impedia novas prisões e determinava a libertação de quem já estava detido.
A ação envolve milhares de agentes federais de imigração enviados a Minnesota, em meio a uma operação que gerou críticas após a morte de dois civis baleados por agentes do ICE e da CBP em Minneapolis, cidade-chave do estado governado por democratas.
Medida judicial
O juiz distrital John Tunheim autorizou a continuação da aplicação das leis de imigração, desde que não haja detenção de refugiados durante a revisão de status. A decisão ressalta direitos legais de permanecer e trabalhar nos EUA.
A ordem exige libertação imediata de refugiados detidos sob a revisão, conhecidos como Operação PARRIS, que aguardam o status de residentes permanentes. A avaliação continua, mas sem prisões.
Tunheim ressaltou que os refugiados passaram por verificações rigorosas de antecedentes, foram aprovados por várias agências federais, receberam autorização para trabalhar e apoio governamental.
A defesa do governo reagiu à decisão; o vice-chefe de gabinete da Casa Branca, Stephen Miller, criticou a decisão como impactando a política migratória. A situação permanece sob escrutínio judicial.
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