- A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, pediu a libertação imediata do presidente Nicolás Maduro e afirmou que o país não será colônia dos EUA.
- Rodríguez disse que Maduro é o único presidente legítimo e que o governo acionou todos os órgãos do Estado para proteger o território contra a invasão norte-americana.
- A declaração ocorreu durante o Conselho de Defesa da Nação, com a presença de ministros e da presidente do Tribunal Superior de Justiça, logo após o pronunciamento de Donald Trump sobre uma transição segura e exploração do petróleo venezuelano.
- A vice-presidente afirmou que Maduro foi “sequestrado” por volta de 1h58 da madrugada e que a ação visa controlar recursos naturais sob falsos pretextos.
- Ela pediu calma e união entre poderes e organizações, agradeceu a solidariedade internacional e disse que hoje é a Venezuela, mas amanhã pode ser qualquer país.
Delcy Rodríguez, vice-presidente da Venezuela, convocou o Conselho de Defesa da Nação após um ataque que, segundo o governo venezuelano, resultou na captura de Nicolás Maduro por militares dos Estados Unidos. O país diz que houve bombardeio e que o presidente foi sequestrado durante a madrugada.
A vice-presidente informou que o governo não aceitará a transformação da Venezuela em uma colônia e afirmou que Maduro é o presidente legítimo, destacando que o país ativou todos os órgãos do Estado para proteger o território. Ela pediu resistência unida do povo venezuelano.
Rodríguez mencionou que o governo considera a operação um tentativa de controle sobre recursos naturais sob pretextos falsos. Ela disse que toda a estrutura estatal foi acionada para salvaguardar a soberania e a integridade territorial, além de exortar calma e união nacional.
Contexto e desdobramentos
Durante a entrevista de uma autoridade dos EUA, houve a fala de que Washington buscaria uma transição segura na Venezuela, com exploração de petróleo prevista. O episódio marca, segundo analistas, mais um movimento geopolítico na região para isolar adversários de Washington.
A administração norte‑americana chegou a oferecer recompensa pela prisão de Maduro, enquanto acusa o governo venezuelano de liderar um suposto cartel relacionado a atividades ilícitas. Especialistas divergentes questionam a existência dessa organização.
Especialistas apontam que a ação pode buscar realinhar alianças regionais e ampliar o controle sobre o petróleo venezuelano, que figura entre as maiores reservas do mundo. O governo venezuelano atribui a episódios anteriores de intervenção internacionais ao interesse por recursos energéticos.
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