- O secretário de Estado Marco Rubio vai alertar, em depoimento ao Senado, que os EUA estão prontos a tomar novas ações militares contra a Venezuela se a liderança interina não cumprir as metas dos EUA.
- Rubio reforça que não há guerra nem tropas no terreno, mas não descarta uso de maior força após a operação de captura de Nicolás Maduro no início do mês.
- Ele defenderá as medidas de Trump, como remover Maduro para enfrentar acusações de tráfico, ataques a barcos suspeitos de contrabando e a apreensão de navios-tanques sancionados.
- Rubio afirmou que Delcy Rodríguez precisa cooperar com as exigências americanas, incluindo abrir o setor de energia para empresas dos EUA e interromper exportações de petróleo subsidiadas para Cuba.
- A delegação advertiu ao Congresso sobre planos de enviar mais pessoal diplomático a Caracas para preparar a possível reabertura da Embaixada dos EUA, e Rubio deve se encontrar com a oposicionista María Corina Machado.
Marco Rubio afirma que EUA podem ampliar ações militares contra Venezuela caso nova liderança não cumpra objetivos americanos
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, disse em depoimento preparado para uma audiência no Senado que Washington está disposto a usar força adicional se a liderança interina da Venezuela não colaborar com as metas americanas. Rubio enfatizou que não há guerra, nem tropas no solo venezuelano, mas apontou que ações de maior peso podem ocorrer após uma operação anterior para capturar Nicolás Maduro.
O objetivo é manter cooperação da liderança interina venezuelana e avançar interesses dos EUA na região, conforme Rubrio destacou na fala prévia. O depoimento também aborda a resposta a acusações de violação da Constituição e justifica medidas de pressão contra o regime de Maduro, incluindo sanções e operações de aplicação da lei.
Aparece na direção da política externa de Washington uma defesa das decisões para remover Maduro e continuar ataques a navios suspeitos de tráfico, além da apreensão de petroleiros com óleo venezuelano. Rubio rejeita alegações de ocupação ou presença de tropas norte-americanas no território venezuelano.
A comissão diplomática trabalha para normalizar relações com a presidente interina Delcy Rodríguez, que tem dito buscar canais respeitosos de comunicação com a Casa Branca. O depoimento sinaliza que Rodríguez deve atender às demandas dos EUA, incluindo abrir o setor de energia a empresas americanas e reduzir exportações de petróleo subsidiado para Cuba.
Paralelamente, a imprensa acompanha a reação de democratas e republicanos na Câmara sobre a legalidade das ações. A Câmara votou pela negativa em uma resolução de poderes de guerra e reforçou o debate sobre o papel do Executivo nas operações no exterior, segundo o material preparado.
Além disso, famílias de cidadãos de Trinidad e Tobago buscaram reparação em processo judicial envolvendo a tragicidade de uma operação naval relacionada aos planos norte-americanos na região, aumentando a pressão sobre a atuação dos EUA.
Na esfera diplomática, o Departamento de Estado informou ao Congresso a intenção de enviar mais pessoal diplomático a Caracas para preparar a possível reabertura da Embaixada dos EUA na capital venezuelana. A medida representaria um passo para normalizar relações.
Rubio também tem agenda de encontro com a líder oposicionista María Corina Machado, prevista para o dia, no Departamento de Estado. Machado voltou a aparecer publicamente após períodos de retirada, participando de eventos e recebendo reconhecimento internacional.
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