- O debate atual questiona o fim da ordem internacional baseada em regras, em meio a críticas de Trump e a tentativas de desmontar esse sistema, especialmente após seus gestos em Davos sobre Grendalnd.
- Mesmo diante de tensões, há unidade entre europeus e outros players globais, que temem as consequências de uma quebra: queda do comércio, maior risco de conflitos e instabilidade econômica.
- Historicamente, a cooperação internacional foi crucial para evitar repetição de crises—como as respostas coordinadas após a crise de 2008, que diferenciaram o desfecho da Grande Depressão.
- Potências de tamanho médio, como Canadá, União Europeia e China, buscam maior autonomia estratégica e alianças sob “geometria variável” para enfrentar ameaças sem depender de um único hegemon.
- Figuras como Mark Carney e Mattias Karlsson defendem reformas na ordem global e o equilíbrio entre valores e interesses, alertando para o risco de retornar a políticas exclusivamente nacionalistas.
No, a ordem internacional baseada em regras não está morta. O artigo analisa a reação internacional ao atual episódio com Donald Trump e o que isso revela sobre o sistema global desde a Segunda Guerra. A narrativa mostra resistência de europeus e mercados globais diante de ações do governo norte-americano.
O tom predominante é de preservação do sistema, mesmo com tensões. Parlamentares, líderes europeus e economistas destacam que a cooperação internacional continua viável, ainda que sob maior ceticismo em relação à hegemonia dos EUA e a novos formatos de coalizões.
As consequências de uma quebra na ordem seriam graves: queda do comércio global, maior pobreza, instabilidade de poder e risco de guerras. Países com peso econômico relevante defendem manter canais de diálogo, pese ao atrito com Washington.
Apenas alguns atores parecem favorecer a ruptura: a começar pelo estilo de governança e pela visão de política econômica de Trump, segundo análises de especialistas. Mesmo assim, setores estratégicos insistem na importância de cooperação para enfrentar ameaças como cyberataques, mudanças climáticas e pandemias.
Olhando para a Europa, a hostilidade a medidas disruptivas aumenta entre partidos de direita, que antes apoiavam o afastamento, mas hoje buscam reformar a União Europeia de dentro. Líderes destacam a necessidade de relações estáveis com parceiros tradicionais.
Entre as perguntas em aberto, surge o papel de potências emergentes. China mantém a busca por crescimento dentro de regras internacionais, ainda que questione aspectos da governança global. A Rússia permanece isolada economicamente, o que reduz seu espaço de manobra.
Especialistas ressaltam que o sistema pós-Segunda Guerra pode enfrentar mudanças, sem necessariamente desabar. A estratégia recomendada envolve coalizões flexíveis e utilitárias, com ênfase em valores compartilhados e interesses comuns, conforme analistas de Davos.
Cenário atual e impactos
A coalizão internacional evita o colapso ao incentivar negociações e salvaguardas econômicas. Ações coordenadas entre bancos centrais e instituições financeiras ajudam a manter a liquidez global, impedindo uma repetição da década de 1930. O saldo comercial oscila, mas não se rompe.
Mercados avaliam com cautela o futuro da liderança global. Há reconhecimento de que mudanças estruturais já ocorreram e que o atual modelo requer ajustes para acomodar potências médias. A cooperação multilateral permanece viável, mesmo com tensões regionais.
Lições históricas e perspectivas
Historiadores destacam que crises anteriores mostraram a importância de normas internacionais na prevenção de guerras e depressões. Mesmo diante de conflitos, a legitimidade de instituições como a ONU tem mantido certo grau de cooperação.
Especialistas sugerem que o novo cenário exige “realismo baseado em valores”, com coalizões variáveis para diferentes questões. A ideia é preservar o benefício mútuo da integração econômica sem subordinação excessiva a um único hegemon.
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