- O deputado Phumin Leethiraprasert trocou de partido e concorre à reeleição em de fevereiro, buscando demonstrar firmeza diante dos conflitos na fronteira com o Camboja.
- O sentimento nacionalista ganhou força após críticas à condução da crise fronteiriça pelo governo do Pheu Thai, que já enfrentou intensos confrontos.
- Phumin disputará pelo Kla Tham Party, aliado do atual governo Bhumjaithai, que assumiu o poder após a crise fronteiriça.
- Em Kantharalak e arredores, bombardeios deixaram mortos e milhares de deslocados; o total de vítimas na região é de 149 desde julho.
- Há apoio a planos de construção de muro na fronteira de oitenta e sete quilômetros, embora a obra ainda não tenha começado; os governos assinaram um segundo cessar-fogo em dezembro.
Phumin Leethiraprasert, deputado da Câmara da Tailândia, deixou o Pheu Thai e disputará a eleição de 8 de fevereiro pelo Kla Tham Party. A mudança busca mostrar aos eleitores que ele pode tomar decisões firmes para reduzir danos nas comunidades fronteiriças afetadas por confrontos com Camboja.
O antigo médico, de 62 anos, explicou que a decisão está ligada ao susto recente causado pela crise na fronteira. Em Kantharalak, distrito onde atua, moradores pediram mudanças para enfrentar o desgaste causado pelos ataques no território vizinho.
A corrida acontece em meio a um ambiente de forte sentimento nacionalista, alimentado pela gestão atual da fronteira. A população observa apoio às propostas militares, incluindo a construção de uma muralha ao longo de partes da fronteira de 817 km.
Contexto político e cenário de campanha
A dissolução do parlamento pelo premiê Anutin Charnvirakul, em dezembro, abriu espaço para eleições rápidas. Partidos conservadores trocam mensagens para parecerem mais patrióticos diante do desgaste com a crise com Camboja.
O Kla Tham é aliado do governo do Bhumjaithai, que chegou ao poder após a crise na fronteira. O Pheu Thai, ligado a Thaksin Shinawatra, tenta reiterar defesa da soberania, enquanto o Partido do Povo reformista enfatiza pressão diplomática com Camboja.
Na prática, eleitores da região apontam que a reconstrução de moradias e a retomada de atividades comerciais dependem de uma solução estável para a fronteira. Em Kantharalak, relatos indicam frustração com danos causados por explosões no último ano.
A comunidade local acompanha a evolução do cessar-fogo e a possibilidade de retomada de trocas comerciais com Camboja. O novo ciclo eleitoral é visto como teste de rapidez do governo em responder a riscos para a população rural.
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