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Rubio afirma que EUA não planejam ação militar na Venezuela

Secretário de Estado afirma que Estados Unidos não planejam ação militar na Venezuela; mantém diálogo com governo interino e prepara estratégia em três fases

Marco Rubio a su llegada al Capitolio, este miércoles.
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  • O secretário de Estado Marco Rubio afirmou que os Estados Unidos não preveem nem esperam tomar qualquer ação militar na Venezuela.
  • A relação com o governo interino, liderado por Delcy Rodríguez, foi descrita como produtiva e respeitosa, com ressalvas de que ainda há trabalho a fazer.
  • Rubio apresentou um plano em três fases: estabilização, recuperação econômica e uma transição para eleições democráticas.
  • Há otimismo quanto à reabertura da embaixada dos EUA em Caracas e à normalização das relações diplomáticas bilaterais, com a presença militar norte-americana restrita aos marines que protegem a sede da embaixada.
  • Em relação ao fluxo financeiro, Estados Unidos já recebeu e movimentou parte do crude venezuelano, com 500 milhões de dólares de petróleo usados para apoiar a relação econômica e operacionalizar o processo de restabelecimento.

Marco Rubio afirmou em audiência no Senado que os Estados Unidos não preveem ação militar na Venezuela. O secretário de Estado destacou que a relação com as autoridades interinas de Caracas é produtiva e respeitosa, mas ainda há trabalho a fazer.

Rubio negou qualquer planificação de intervenção militar e reforçou que não há intenção de usar a força. A declaração ocorreu após a operação do dia 3, que prendeu Maduro e Cilia Flores, segundo ele resultado de um esforço para estabilizar o país.

Segundo o secretário, nos últimos 30 dias Washington tem obtido mais progressos do que o esperado. Ele mencionou avanços no diálogo com o governo de Delcy Rodríguez e na redução da influência estrangeira na Venezuela.

Para o governo dos EUA, a estratégia é dividida em fases: estabilização, recuperação econômica e uma transição para eleições democráticas. Rubio afirmou que o processo pode levar anos e que o objetivo é uma Venezuela estável, próspera e democrática.

O chanceler mencionou que, pela primeira vez em duas décadas, há conversas sérias para reduzir a presença de membros de outros países, incluindo Irã, China e Rússia. Ele ressaltou que há receptividade a um restabelecimento de relações com Washington.

Em texto apresentado aos senadores, Rubio descreveu a intervenção de 3 de janeiro como uma operação judicial para capturar figuras associadas ao tráfico, sem caracterizá-la como ocupação ou guerra. Não houve necessidade de autorização prévia do Congresso para o uso de helicópteros no espaço aéreo venezuelano, segundo o documento.

Rubio sinalizou otimismo quanto à reabertura da embaixada dos EUA em Caracas e à normalização das relações diplomáticas. Atualmente, a presença militar restrita consiste apenas nos fuzileiros que protegem o local, sem outras tropas no território venezuelano.

O secretário participou de uma reunião prevista com a líder da oposição María Corina Machado, em Washington. A agenda ocorre dois meses após Machado ter recebido o Prêmio Nobel no Palácio da Guanabara, em encontro privado com autoridades.

Além disso, Rubio ressaltou que Washington está atento às condições para eleições justas. Mesmo com avanços, destacou que o governo interino controla o acesso aos meios de comunicação e à participação eleitoral, o que pode atrasar o processo democrático.

No contexto, o Departamento de Estado enfatiza a necessidade de cooperação com as autoridades venezuelanas para avançar o plano de fases. O objetivo oficial é restabelecer estabilidade e abrir espaço para uma transição política com participação ampla.

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