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Trump alerta prefeito de Minneapolis sobre cooperação com imigração

Trump cobra do prefeito de Minneapolis cooperação com imigração; administração sinaliza mudança de estratégia e possível redução de recursos

Federal immigration enforcement in Minneapolis
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  • O presidente Donald Trump avisou o prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, que ele está “jogando com fogo” ao não colaborar com agentes federais no enforcement de imigração.
  • Frey reafirmou que a cidade não ajudará na aplicação das leis de imigração, e Trump afirmou que a administração pode “desescalar um pouco”.
  • A reorganização das operações ocorreu com a substituição do responsável pela operação de fronteira, Tom Homan, assumindo o posto de Gregory Bovino, para focar em ações mais direcionadas.
  • Observadores disseram que as incursões da imigração pareceram diminuir um dia e retomar com mais foco na quarta-feira, com ações direcionadas a alvos específicos.
  • Em Minneapolis, agentes da ICE foram vistos em caravanas de três veículos com seis a oito agentes, batendo nas portas e buscando pessoas específicas, sem investida aleatória de antes.

Donald Trump avisou ao prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, nesta quarta-feira que ele está “jogando com fogo” ao não cooperar com agentes federais de imigração, após Frey reiterar que a cidade não ajudaria a aplicar a lei de imigração. O presidente havia dito na véspera que a administração reduziria a escalada na cidade.

A tensão na cidade permaneceu alta, com observadores relatando que as apreensões de imigração pareciam mais direcionadas e menos confrontacionais nas últimas 24 horas. Minneapolis tem enfrentado agitação após a morte de dois cidadãos por agentes federais, incluindo a de uma enfermeira no fim de semana.

A administração sinalizou uma mudança de estratégia, com a nomeação de Tom Homan para liderar a operação, substituindo Gregory Bovino, chefe da Patrulha de Fronteira cujas táticas foram criticadas. A expectativa é por operações mais direcionadas, ainda que não esteja claro o quanto isso mudará em uma cidade com frequentes confrontos entre agentes e manifestantes.

Na prática, houve relatos de uma redução inicial na atividade da ICE na terça-feira, seguido de retomada completa na quarta. Observadores dizem que há maior ênfase em ações direcionadas, com caravanas de três veículos e equipes de seis a oito agentes em rondas a domicílios e comércios.

Se o alvo não é encontrado, agentes teriam deixado o local, segundo testemunhas. Em semanas anteriores, registros indicavam abordagens mais amplas e verificações de status imigratório, prática que aumentou a tensão com a comunidade.

Entre as peças que ainda geram atrito político, uma cidadee representante democrata, Ilhan Omar, foi alvo de um ataque com substância malcheira durante um debate na terça-feira, e pediu a abolição da ICE. O suspeito foi preso e encaminhado ao sistema prisional do condado de Hennepin.

Separadamente, o Ministério das Relações Exteriores do Equador protestou ante a embaixada dos EUA em Quito, após a afirmação de que um agente da ICE teria tentado entrar no consulado do país em Minneapolis na terça-feira. O episódio agravou tensões diplomáticas sobre atuação de imigração.

O governo Trump, pressionado politicamente, diminuiu ataques a Frey e ao governador Tim Walz após contatos com democratas. Nas redes, porém, o presidente voltou a criticá-los por afirmarem que não cooperariam com a imigração, insistindo em cortar recursos a estados que abriguem jurisdições santuario.

Pretti, que tinha 37 anos, foi morto na sexta-feira durante protestos próximos de sua residência. Vídeos analisados pela Reuters mostraram que ele empunhava apenas um celular, e não houve evidência de intenção de agressão por parte dele segundos antes de o agente atirar. O caso alimenta um debate sobre uso da força em abordagens de imigração.

Observadores e autoridades divergem sobre o ritmo das detenções, e o resultado da mudança na liderança de Homan ainda não é claro. O cenário político continua dividido entre defesa de políticas mais duras e a pressão para reduzir confrontos entre agentes federais e comunidades locais.

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