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Diplomata norueguesa e marido são investigados no caso Epstein

Økokrim investiga Mona Juul e Terje Rød-Larsen por supostas vantagens ligadas a Jeffrey Epstein; buscas em Oslo

Mona Juul em registro de 6 de dezembro de 2018. Foto: Bem Stansall/AFP
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  • Økokrim abriu uma investigação para apurar eventual concessão de vantagens às funções de Mona Juul, diplomata, e de Terje Rød-Larsen em relação a vínculos com Jeffrey Epstein.
  • A polícia realizou buscas em um apartamento em Oslo e na casa de uma testemunha.
  • Epstein deixou dez milhões de dólares aos dois filhos de Juul e de Rød-Larsen, conforme reportagens da imprensa.
  • Juul, que já atuou como chefe de departamento no Ministério das Relações Exteriores da Noruega e como embaixadora no Reino Unido, teve laços com Epstein segundo documentos divulgados pela imprensa.
  • Juul renunciou aos cargos de embaixadora na Jordânia e no Iraque; o casal teve papéis relevantes nas negociações que resultaram nos Acordos de Oslo.

O Økokrim, unidade da polícia norueguesa responsável por crimes financeiros, abriu uma investigação para apurar supostas irregularidades envolvendo uma diplomata de destaque e seu marido, ligados a Jeffrey Epstein. A apuração ocorre após buscas em um apartamento em Oslo e na casa de uma testemunha.

A denúncia envolve Mona Juul, ex-chefe de departamento no Ministério das Relações Exteriores da Noruega e ex-embaixadora no Reino Unido, e Terje Rød-Larsen, com reputação de desempenhar papéis-chave nas negociações que resultaram nos Acordos de Oslo.

Investigação em curso

Segundo o Økokrim, a investigação mira a eventual concessão de vantagens em função dos cargos ocupados pelos suspeitos. A imprensa mostrou que Epstein deixou 10 milhões de dólares aos dois filhos de Juul e de Rød-Larsen, valor que motivou a curiosidade pública sobre os vínculos do casal com o financista.

A notícia também aponta que Juul renunciou aos cargos de embaixadora na Jordânia e no Iraque. O Ministério das Relações Exteriores confirmou a saída, sem detalhar motivos. A imprensa local segue acompanhando o desenrolar do caso.

Contexto adicional

Epstein foi condenado em 2008 por solicitação de prostituição de menor e morreu em 2019 na prisão, antes de ser julgado por exploração sexual de mulheres. A divulgação de novos arquivos associados ao caso nos Estados Unidos ampliou o escrutínio sobre vínculos entre personalidades norueguesas e Epstein.

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