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Ataques aéreos israelenses deixam 11 mortos em Gaza, dizem palestinos

Ataques aéreos em Gaza deixam ao menos onze mortos e feridos, em retaliação a violações do cessar-fogo, segundo autoridades palestinas

Brasília (DF), 15/02/2026 – Ataques aéreos israelenses matam 11 em Gaza, afirmam palestinos. Frame Reuters/Proibida reprodução
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  • Ataques aéreos israelenses em Gaza neste domingo deixaram pelo menos 11 palestinos mortos, segundo autoridades locais, em resposta a violações do cessar-fogo pelo Hamas.
  • Um ataque a um acampamento de famílias deslocadas matou pelo menos 4 pessoas; outro em Khan Younis, no sul, deixou 5 mortos; houve ainda uma morte a tiros no norte.
  • Os bombardeios também atingiram o que se acredita ser um comandante da Jihad Islâmica, aliado do Hamas, no bairro Tel Al-Hawa, em Gaza.
  • Hazem Qassem, porta-voz do Hamas em Gaza, chamou o episódio de massacre e de grave violação do cessar-fogo, poucos dias antes da primeira reunião do Conselho de Paz a ser organizado pelos Estados Unidos.
  • Um oficial militar israelense afirmou que os ataques foram precisos e em conformidade com o direito internacional, ressaltando que o Hamas violou repetidamente o cessar-fogo.

Dois- a qualidade de informação é prioridade. Abaixo, a reconstrução fiel da notícia, com foco nos dados essenciais e sem opinião.

Ataques aéreos israelenses em Gaza deixam pelo menos 11 mortos, segundo autoridades palestinas, em resposta alegada a violações do cessar-fogo pelo Hamas. O Exército de Israel afirmou que as ações tinham caráter preciso e alinhado ao direito internacional, citando repetidas violações do acordo por militantes ligados ao Hamas. A violência ocorreu neste domingo na Faixa de Gaza.

Casos citados pela saúde local apontam que o ataque a um acampamento para famílias deslocadas tirou ao menos quatro vidas. Outro ataque teria deixado cinco mortos em Khan Younis, no sul, enquanto uma pessoa morreu a tiros no norte da região. Também houve ataques contra o que seria um líder da Jihad Islâmica, aliado ao Hamas, no bairro Tel al-Hawa, em Gaza City.

Hazem Qassem, porta-voz do Hamas em Gaza, chamou os ataques de novo “massacre” contra palestinos deslocados e afirmou que o ocorrido constitui violação grave do cessar-fogo dias antes da primeira reunião do Conselho de Paz apoiado pelos EUA. Um oficial militar israelense descreveu os ataques como precisos e afirmou que o Hamas violou o cessar-fogo ao sair de túneis na Linha Amarela.

O oficial destacou ainda que militantes ultrapassaram a linha de demarcação próxima às tropas israelenses, características atribuídas à violação do cessar-fogo. Enquanto isso, as forças israelenses dizem ter continuado a destruir túneis no norte de Gaza e terem atacado um prédio a leste da Linha Amarela, supostamente após militantues deixarem um túnel, com mortes não confirmadas por autoridades de Gaza.

Conselho de Paz se reúne na quinta-feira

Nas últimas horas, as Forças de Defesa de Israel afirmaram que a ofensiva foi desencadeada em resposta à violação do cessar-fogo na região de Beit Hanoun. O próprio cercado de fronteira é citado como parte das tensões desde o acordo, com acusações mútuas entre Israel e o Hamas sobre desarmamento e cumprimento das cláusulas.

Hazem Qassem pediu aos participantes da primeira reunião do Conselho Internacional de Paz para Gaza, organizado por Donald Trump, que pressionem Israel a cumprir o acordo sem atrasos. Autoridades norte-americanas indicaram planos de financiamento para reconstrução de Gaza e para uma força de estabilização sob a égide da ONU, a serem anunciados na reunião em Washington.

As forças israelenses dizem que continuam a destruir túneis no norte de Gaza e que ataques aéreos atingiram alvos próximos à Linha Amarela, com relatos de mortes entre militantes saídos de túneis. O Ministério da Saúde de Gaza aponta que centenas de palestinos teriam morrido por tiros israelenses desde o início do acordo, em contraponto às afirmações israelenses sobre baixas entre militares.

Observação editorial: as informações acima refletem as fontes citadas na cobertura, incluindo autoridades de Gaza, Hamas e o governo de Israel, além de dados de instituições médicas locais.

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