- Índia e os Estados Unidos chegaram a um acordo comercial provisório no início deste mês, após meses de disputas públicas.
- O Congresso indiano criticou o acordo, dizendo que o governo cedeu demais aos EUA sem ganhos equivalentes.
- Um ponto central é a preocupação com a abertura de mercados agrícolas; o ministro do Comércio, Piyush Goyal, afirmou que os setores de laticínios e aves dos EUA ficaram fora das concessões.
- Ainda há detalhes a serem acertados, e a relação entre as duas potências permanece abalada, sem recuperação rápida da confiança.
- Analistas destacam que o acordo é visto, neste momento, de forma principalmente transactional e não deve restaurar plenamente a trajetória de cooperação anterior.
Acordo de comércio entre EUA e Índia foi anunciado neste mês, após meses de atritos públicos. O entendimento é intermediário e busca reduzir tarifas, sem encerrar divergênciasom. O anúncio ocorreu em meio a críticas internas na Índia sobre o que foi concedido aos EUA.
Críticos da oposição na Índia, do partido Congresso Nacional Indiano, dizem que o governo liderado pelo BJP cedeu demais sem ganhos claros. Alguns oposicionistas chegaram a qualificar o acordo como uma submissão às demandas americanas.
Um dos principais pontos de contestação envolve o impacto sobre o setor agrícola indiano. O governo de New Delhi sustenta que o acordo protege agricultores vulneráveis ao excluir laticínios e aves dos concessionamentos aos EUA, mas a discussão continua por falta de detalhes.
Piyush Goyal, ministro do Comércio, reiterou que o acordo preserva os interesses nacionais, e que a proteção de setores sensíveis está assegurada. Ainda assim, parte do texto permanece por ser ajustado, o que alimenta incertezas sobre efeitos práticos.
Especialistas veem o acordo como um passo para evitar tarifas elevadas e facilitar setores como têxteis e componentes aeronáuticos. Contudo, alertam que danos à relação bilateral não se dissolverão rapidamente, independentemente de adesão a acordo.
Histórico de confiança entre os dois países atravessou tensões desde a gestão Trump, incluindo contestedas ações em relação ao Paquistão e a situação na Caxemira. Relações passaram por altos e baixos, com interrupções temporárias no passado.
Analistas ressaltam que, mesmo com o acordo, a parceria continuará a depender de confiança política e de alinhamentos estratégicos. A transição entre governos pode influenciar a implementação e as próximas etapas negociadoras.
A expectativa é de que, para avançar, Índia e EUA solucionem as pendências remanescentes e avancem com a implementação. O impacto no comércio bilateral permanecerá condicionado a decisões futuras e ao desenvolvimento regional.
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