- As negociações de paz entre Rússia e Ucrânia, mediadas pelos EUA, terminaram abruptamente em Genebra sem avanço significativo; Kyiv acusa Moscou de protelar.
- Foi a terceira rodada de negociações trilaterais e a primeira em Genebra; as duas anteriores, em Abu Dabi, também não resultaram em progresso.
- Houve avanços limitados em questões militares, como posição da linha de frente e monitoramento do cessar-fogo; no entanto, as disputas sobre território dominaram as conversas.
- a Ucrânia quer um acordo que congele o conflito nas linhas de batalha atuais, enquanto a Rússia busca controlar o Donbas oriental e áreas que não controla hoje.
- As partes concordaram em se encontrar novamente, mas sem data marcada, o que reduz as chances de resolução antes do quarto aniversário do conflito.
O segundo dia de negociações de paz entre Rússia e Ucrânia, mediadas pelos EUA, terminou abruptamente em Genebra neste mês. Kyiv acusou Moscou de atrasar as tratativas, após dois dias de reuniões. As conversas não avançaram rumo a um acordo final.
Apesar de um compromisso de retomar as conversas, não houve definição de data, o que diminui as chances de encerrar o conflito antes do quarto aniversário do início dos combates. O encontro ocorreu pela terceira vez em formato trilateral, com as partes já tendo se reunido em Abu Dhabi.
O principal entrave continua sendo o desenho do controle territorial e a linha de frente, além de questões de monitoramento de cessar-fogo. Kiev quer congelar o conflito nas linhas atuais, enquanto Moscou busca condições que incluam parte do Donbass e outras áreas.
Militarmente, a Ucrânia aponta para a necessidade de garantias de segurança e de controle sobre áreas sob ocupação. A Rússia critica o que diz ser exigências inaceitáveis para retirada ou reconquista de territórios. As negociações ainda tratam de monitoramento e verificação de eventuais cessar-fogos.
Progresso e impasse
Fontes próximas às negociações indicaram que houve avanços menores em questões militares, como localização da linha de frente e supervisão do cessar-fogo. No entanto, o debate sobre a extensão de concessões territoriais dominou o escopo da semana.
O mediador não informou novas datas, e a falta de cronograma alimenta a percepção de estagnação. Observadores destacam que o ritmo do diálogo depende de alinhamento entre todas as partes envolvidas.
Peru: impeachment do presidente José Jerí
Na América do Sul, o Congresso do Peru votou pela abertura de processo de impeachment do presidente José Jerí. Técnicos e legisladores afirmam que Jerí descreveu reuniões com empresários chineses sem registrar toda a agenda de governo.
O governo peruano convoca nova liderança para substituição temporária até as eleições previstas para 12 de abril. O país vive instabilidade política há anos, com vários presidentes afastados ou removidos.
Japão: reforma e supermaioria
No Japão, Sanae Takaichi foi reempossada como primeira-ministra após o LDP alcançar supermaioria no parlamento. O grupo tem autorização para avançar reformas de defesa e economia, incluindo o orçamento anual, sem alianças amplas.
O governo japonês anunciou investimentos em três projetos nos EUA que somam bilhões de dólares, como parte de acordos comerciais firmados no âmbito de uma parceria estratégica.
França: ameaça e desdobramentos
Em Paris, o partido França Insubmissa evacuou temporariamente a sede após receber uma ameaça de bomba. A ação ocorreu no contexto de tensão política após acusações de parte pela morte de um ativista de extrema direita.
O caso envolve investigações sobre suposta participação de membros do partido em acusações de violência. Líderes partidários pedem calma e afastam ligações diretas com o incidente.
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