- Representantes da Ucrânia e da Rússia retomaram, em Genebra, o segundo dia de negociações de paz, com mediação dos Estados Unidos.
- O conflito deve completar quatro anos na próxima semana e já causou centenas de milhares de mortos, além de milhões de deslocados.
- As conversas são organizadas em grupos de trabalho sobre questões políticas e militares, com os participantes apontando avanços sem detalhar.
- O enviado americano Steve Witkoff disse que houve progresso sob a liderança do ex-presidente Donald Trump e que as partes manterão seus líderes informados.
- Na linha de frente, a Ucrânia informou ataques russos na véspera, com míssil balístico e 126 drones; a Rússia condiciona o acordo ao reconhecimento de Donetsk e ameaça usar força caso as negociações falhem.
O conflito entre Rússia e Ucrânia retorna a negociações formais, iniciadas em 18 de abril em Genebra, com participação de delegações de Kiev e Moscou. Os encontros contam com mediação dos Estados Unidos, que avaliam avanços para encerrar a violência que já dura quase quatro anos. A reunião ocorre em meio a ataques russos, diplomacia em curso e pressão internacional pela paz.
Na segunda-feira, as partes se reuniram em grupos de trabalho distintos, tratando de temas políticos e militares. O chefe da delegação ucraniana, Rustem Umierov, comunicou a retomada dos trabalhos por meio das redes sociais. Um porta-voz russo confirmou o reinício das negociações.
O governo dos EUA reforça a busca por um cessar-fogo duradouro, apesar de não ter conseguido ancora um acordo territorial entre Moscou e Kiev nas rodadas anteriores, realizadas em Abu Dhabi. O mediador americano indicou progressos desde a rodada anterior, sem detalhar termos.
A frente de batalha continua ativa. A Força Aérea da Ucrânia informou ataques russos, com drones e mísseis lançados na noite anterior aos novos diálogos, enquanto mais de 100 drones teriam sido abatidos. Kiev mantém a posição de que negociações devem resultar em uma resolução estável.
Zelensky questionou, na terça-feira, a seriedade de Moscou nas negociações, afirmando disposição para avançar rapidamente rumo a um acordo “digno” para encerrar a guerra. O líder ucraniano pediu empenho real nas negociações em vez de pressões externas.
Desdobramentos diplomáticos
O primeiro dia de conversas em Genebra foi descrito como tenso, com participação de Vladimir Medinski como principal negociador russo. Umierov informou ter reunido-se com representantes dos EUA e aliados europeus para tratar de mecanismos de solução.
O diplomata americano responsável, que representa a gestão anterior, destacou que o esforço conjunto busca reduzir mortes e obter um acordo. A comunicação enfatizou que as partes informariam seus líderes sobre avanços e manteriam o diálogo.
Situação no fronte
Segundo análises, as forças ucranianas tiveram avanços recentes no leste, recuperando terreno em zonas sob controle russo. A ocupação russa da Crimeia permanece inalterada, e Moscou condiciona qualquer acordo ao reconhecimento internacional dessas áreas.
Entre na conversa da comunidade