- O embaixador dos EUA na Bélgica, Bill White, reuniu-se com o vice‑primeiro ministro e ministro de Exteriores belga, Maxime Prévot, e disse ter “voltado ao bom caminho” nas relações bilaterais.
- Foi a segunda reunião em uma semana: na anterior, a Bélgica reforçou os limites da função de um embaixador após críticas a Frank Vandenbroucke por uma investigação sobre circuncisadores sem licença.
- White havia acusado Vandenbroucke, via X, de antisemitismo e de assédio à comunidade judaica.
- O governo belga reagiu, dizendo que não é função de um embaixador alterar a política nacional; o líder do Vooruit, Conner Rousseau, foi citado como persona non grata nos EUA por comparar Trump a Hitler.
- Após a reunião, Prévot reiterou o compromisso do governo belga no combate ao antisemitismo, e White reconheceu que comentários agressivos não eram apropriados, manifestando a esperança de retomar as relações.
O embaixador dos Estados Unidos na Bélgica, Bill White, afastou o atrito com o governo belga ao reunir-se com o ministro de Exteriores, Maxime Prévot. White afirmou ter voltado ao caminho correto nas relações bilaterais.
Antes, White recebeu alerta diplomático após críticas públicas ao ministro belga da Saúde, Frank Vandenbroucke, e a uma acusação de antisemitismo ligada a uma investigação sobre circuncisões sem licença. A época foi marcada por tensões entre Washington e Bruxelas.
Paralelamente, a imprensa destacou uma escalada com a França, após ataques de um embaixador americano a membros do governo francês. Paris vetou acesso de Kushner a autoridades francesas, ampliando o atrito entre os dois países.
Reunião com o ministro belga de Exteriores
Na audiência com Prévot, o vice-primeiro ministro belga reiterou o repúdio a ataques a políticos nacionais e ao antissemitismo. White reconheceu que comentários agressivos não eram adequados e pediu compreensão para o papel do embaixador.
Ao deixar o encontro, White declarou que não é apropriado comparar o presidente dos EUA a figuras associadas à violência histórica. Ele indicou a intenção de retomar o diálogo institucional e a cooperação entre os dois governos.
Prévot também ressaltou o compromisso belga em combater todas as formas de antisemitismo e reforçou o interesse em manter relações estáveis com Washington. As duas partes sinalizam disposição para deixar para trás a crise diplomática.
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