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Diário de mediador mostra mudança nas negociações entre EUA e Irã

Em quarenta e oito horas, mediador de Omã transforma esperança de paz em consternação após ataque que deixou ao menos 201 mortos

Jared Kushner and U.S. Special Envoy Steve Witkoff meet with Omani Foreign Minister Sayyid Badr Albusaidi in Muscat, Oman, February 6, 2026. Omani Ministry of Foreign Affairs/Handout via REUTERS ATTENTION EDITORS - THIS PICTURE WAS PROVIDED BY A THIRD PARTY.
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  • O mediador de Omã, Badr Albusaidi, mostrou que, em quarenta e oito horas, as negociações entre EUA e Irã passaram de esperança de paz a consternação, com ofensiva militar no fim de semana.
  • Os ataques dos Estados Unidos e de Israel às cidades iranianas ocorreram em 28 de fevereiro, durante novas rodadas de encontros entre autoridades dos dois países.
  • Os diálogos tratam dos limites do programa nuclear; o Irã afirma fins pacíficos, enquanto EUA e aliados acusam fins militares.
  • Em 2015, o acordo entre os EUA e o Irã prevê limite no enriquecimento de urânio em troca de suspensão de sanções; Trump retirou os EUA do acordo em 2018; em 2025 sinalizou-se para um novo acordo.
  • Segundo o Crescente Vermelho, a ofensiva deixou ao menos 201 mortos e 747 feridos; entre as vítimas, 85 alunas morreram em uma escola no sul do Irã.

O mediador das negociações entre os Estados Unidos e o Irã, o ministro das Relações Exteriores de Omã, Badr Albusaidi, passou de esperança de acordo a consternação em apenas 48 horas. O período, que começou com previsões de progresso, terminou com uma ofensiva militar envolvendo EUA e Israel contra cidades iranianas. A cerimônia de negociações ocorre em meio a encontros entre representantes do governo americano e figuras do regime iraniano.

As conversas, centradas nos limites do programa nuclear iraniano, tiveram início com promessas de avanços técnicos e diplomáticos. Em Genebra, no final de fevereiro, havia expectativa de continuidade em Viena e confirmação de encontros técnicos entre as partes. O mediador destacou, em postagens públicas, avanços significativos e perspectivas de um acordo estável.

No dia 28 de fevereiro, Albusaidi escreveu que as negociações estavam sob pressão e que os interesses dos EUA e da paz global estavam em risco. Em vídeos e mensagens, ele reiterou a busca por um acordo pacífico e verificável, sem uso de armas nucleares, com estoque mínimo e fiscalização abrangente.

Reviravolta e consequências

Pouco depois, a ofensiva militar provocou mortes e ferimentos entre civis e militares. Organizações humanitárias apontaram pelo menos 201 mortos e cerca de 750 feridos, com impactos graves em áreas civis. Em uma escola no sul do Irã, pelo menos 85 alunas perderam a vida. Autoridades locais e organizações internacionais seguem avaliando danos e providenciando auxílio.

As informações sobre a evolução dos contatos vêm de fontes oficiais e de autoridades locais. Os relatos sobre avanços anteriores indicavam progressos no dialogo técnico entre as delegações, com planos de nova rodada em Viena e consultas nacionais entre as partes envolvidas.

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