- O mediador de Omã, Badr Albusaidi, mostrou que, em quarenta e oito horas, as negociações entre EUA e Irã passaram de esperança de paz a consternação, com ofensiva militar no fim de semana.
- Os ataques dos Estados Unidos e de Israel às cidades iranianas ocorreram em 28 de fevereiro, durante novas rodadas de encontros entre autoridades dos dois países.
- Os diálogos tratam dos limites do programa nuclear; o Irã afirma fins pacíficos, enquanto EUA e aliados acusam fins militares.
- Em 2015, o acordo entre os EUA e o Irã prevê limite no enriquecimento de urânio em troca de suspensão de sanções; Trump retirou os EUA do acordo em 2018; em 2025 sinalizou-se para um novo acordo.
- Segundo o Crescente Vermelho, a ofensiva deixou ao menos 201 mortos e 747 feridos; entre as vítimas, 85 alunas morreram em uma escola no sul do Irã.
O mediador das negociações entre os Estados Unidos e o Irã, o ministro das Relações Exteriores de Omã, Badr Albusaidi, passou de esperança de acordo a consternação em apenas 48 horas. O período, que começou com previsões de progresso, terminou com uma ofensiva militar envolvendo EUA e Israel contra cidades iranianas. A cerimônia de negociações ocorre em meio a encontros entre representantes do governo americano e figuras do regime iraniano.
As conversas, centradas nos limites do programa nuclear iraniano, tiveram início com promessas de avanços técnicos e diplomáticos. Em Genebra, no final de fevereiro, havia expectativa de continuidade em Viena e confirmação de encontros técnicos entre as partes. O mediador destacou, em postagens públicas, avanços significativos e perspectivas de um acordo estável.
No dia 28 de fevereiro, Albusaidi escreveu que as negociações estavam sob pressão e que os interesses dos EUA e da paz global estavam em risco. Em vídeos e mensagens, ele reiterou a busca por um acordo pacífico e verificável, sem uso de armas nucleares, com estoque mínimo e fiscalização abrangente.
Reviravolta e consequências
Pouco depois, a ofensiva militar provocou mortes e ferimentos entre civis e militares. Organizações humanitárias apontaram pelo menos 201 mortos e cerca de 750 feridos, com impactos graves em áreas civis. Em uma escola no sul do Irã, pelo menos 85 alunas perderam a vida. Autoridades locais e organizações internacionais seguem avaliando danos e providenciando auxílio.
As informações sobre a evolução dos contatos vêm de fontes oficiais e de autoridades locais. Os relatos sobre avanços anteriores indicavam progressos no dialogo técnico entre as delegações, com planos de nova rodada em Viena e consultas nacionais entre as partes envolvidas.
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