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EUA e curdos discutem possível operação militar contra o Irã, dizem fontes

Milícias curdas iranianas consultam os EUA sobre ataque às forças de segurança do Irã; possível apoio militar e envolvimento da CIA, decisão ainda pendente

U.S.-Israeli conflict with Iran
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  • Milícias curdas iranianas consultaram os Estados Unidos sobre como atacar as forças de segurança no oeste do Irã.
  • Os grupos treinam para esse ataque na região fronteiriça entre Irã e Iraque, buscando enfraquecer o aparato militar.
  • O objetivo seria criar espaço para que iranianos contrários ao regime se levantem, já que líderes do regime foram mortos desde o início dos ataques.
  • A decisão final sobre a operação e o seu momento ainda não foi tomada; EUA e líderes iraquianos em Erbil e Bagdá estão em contato.
  • Há relatos de possível apoio militar e de auxílio da CIA para fornecimento de armas; não há confirmação sobre envio de tropas americanas ao território iraniano.

De acordo com três fontes informadas sobre o assunto, milícias curdas iranianas têm consultado os Estados Unidos nos últimos dias sobre se, e como, atacar as forças de segurança iranianas na região oeste do país. O grupo opera a partir da fronteira entre Irã e Iraque, na região autônoma do Curdistão iraquiano, e vem treinando para um possível ataque.

Segundo as informações, o objetivo seria enfraquecer o aparato militar iraniano, em meio a ataques com bombas e mísseis promovidos pelos EUA e Israel contra alvos iranianos. A elevação dos esforços acontece após o início das ações nos últimos dias, segundo as fontes que falaram sob condição de anonimato.

A finalidade seria abrir espaço para que opositores ao regime islâmico se façam ouvir, especialmente após a morte do Líder Supremo Ali Khamenei e de outros oficiais de alto escalão desde o início das medidas militares. Ainda não houve decisão final sobre a operação ou seu cronograma.

Operação dos EUA e apoio logístico

Uma condição discutida é o apoio militar e de inteligência dos EUA, incluindo possível ajuda da CIA para fornecimento de armas, segundo duas fontes. Autoridades de Erbil e Bagdá teriam mantido contato com a administração norte-americana nas últimas semanas.

Segundo a imprensa, a CNN informou sobre envolvimento da CIA% e a Axios destacou uma conversa telefônica entre o presidente americano e líderes da região de Curdistão. O Escritório de Segurança Nacional não comentou o assunto e o Pentágono nem o Ministério das Relações Exteriores responderam de imediato.

As bases dos EUA em Erbil já fornecem apoio à coalizão internacional contra o Estado Islâmico. Especialistas indicam que, se ocorrer, uma operação dessas características exigiria apoio significativo de Washington.

Implicações regionais e incertezas

Grupos curdos na região têm histórico de cooperação com os EUA, embora as alianças mudem com o tempo. Não está claro como o Irã reagiria a uma ofensiva de milícias curdas dentro de seu território.

Analistas ressaltam que uma escalada pode ampliar tensões com outros atores regionais, incluindo países vizinhos com minorias étnicas. Islamabad, por exemplo, seria sensível a movimentos que incentivem separatismo próximo a Baluchistão.

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