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Sánchez diz a Trump que não se pode jogar roleta russa com o destino de milhões

Sanchez avisa que atacar Irã é jogar roleta russa com milhões; reforça "Não à guerra" e critica ameaças comerciais de Trump

Spain's Prime Minister Pedro Sanchez takes part in a talk on The Future of Multilateralism: A Coalition to Tackle Global Challenges at the 2025 Global Progress Action Summit, in London, Britain, September 26, 2025. REUTERS/Jack Taylor/File Photo
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  • O primeiro-ministro espanhol Pedro Sánchez rejeita o ataque dos EUA e de Israel contra o Irã, dizendo que o conflito é como “jogar roleta russa com o destino de milhões”.
  • Sánchez respondeu à ameaça de Donald Trump de cortar o comércio com a Espanha por sua posição.
  • A posição do governo espanhol é “Não à guerra”, afirmou ele, destacando que não há intimidação que mude sua linha.
  • O governo espanhol denunciou os bombardeios contra o Irã como irresponsáveis e ilegais, além de banir aeronaves americanas de usar bases no sul da Espanha para a ofensiva.
  • Sánchez citou os efeitos da guerra no Iraque — aumento do terrorismo e elevação dos preços de energia — para argumentar que atacar o Irã traria consequências imprevisíveis.

O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, manteve nesta quarta-feira sua oposição ao ataque dos EUA e de Israel contra o Irã, alertando que o conflito pode representar uma espécie de “roleta russa” com a vida de milhões. A declaração ocorreu após o presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçar cortar o comércio com a Espanha devido à posição de Madrid sobre o tema.

Sánchez reiterou que a comunidade internacional não pode resolver crises com guerras ebombas. Ele ressaltou que o governo espanhol não apoiará ações militares que afetem o Irã e que não pretende ser cúmplice de consequências negativas para a paz mundial.

O chefe de governo espanhol mencionou impactos anteriores de guerras, citando exemplos como o aumento do terrorismo e o disparo de preços de energia, para sustentar que o ataque ao Irã traria incertezas. O discurso foi feito em transmissão televisiva ao país.

Contexto diplomático

Tensões entre Espanha e Estados Unidos aumentaram após as críticas de Sánchez aos bombardeios e à legalidade das ações. O governo espanhol ordenou a retirada de bases militares dos EUA no sul da Espanha para uso na operação contra Teerã, sinalizando divergência em relação à estratégia de Washington.

O embate ocorreu em meio a acusações de incompatibilidade entre os interesses de Madrid e os impactos de uma intervenção militar regional. A troca de mensagens entre os dois aliados da OTAN evidencia uma linha de política externa centrada na prevenção de conflitos.

A Espanha tem defendido vias diplomáticas e contatos multilaterais para evitar uma escalada. A posição do governo espanhol é divulgada como alinhada a princípios de não proliferação de guerras e de proteção de civis.

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