- Vaticano critica a justificativa de Trump para iniciar guerra contra o Irã, ao afirmar que guerras preventivas podem incendiar o mundo.
- O cardeal Pietro Parolin, segundo do Vaticano, disse ao Vatican News que esse tipo de critério rompe com o direito internacional.
- Parolin afirmou que a justiça está sendo substituída pela força e que a paz não pode ser alcançada pela aniquilação do inimigo.
- O cardeal também comentou as manifestações antigovernamentais no Irã, defendendo o direito à expressão e à liberdade de manifestação.
- O papa Leão XIV já havia denunciado, no início do ano, que a guerra voltou a estar na moda, questionando o uso de armas como solução.
O Vaticano contestou a justificativa americana para iniciar uma guerra contra o Irã, destacando que o uso de guerras preventivas compromete o direito internacional. O cardeal Pietro Parolin, principal auxiliar do papa, falou sobre os riscos de essa estratégia ganhar legitimidade.
Parolin disse, em entrevista ao Vatican News, que permitir guerras definidas pelos Estados sem um marco jurídico supranacional pode incendiar o mundo. Para o religioso, a justiça estaria sendo substituída pela força.
O cardeal ainda mencionou as repressões a manifestações no Irã, afirmando que as aspirações dos povos precisam ser protegidas no âmbito de uma sociedade que garanta liberdade de expressão e direito à manifestação pública, inclusive para o povo iraniano. Ele questionou se a solução viria por meio de lançamentos de mísseis e bombas.
Contexto
No início deste ano, o papa Leão XIV já havia denunciado que a guerra voltou a estar moda, sem buscar a paz como bem essencial, mas recorrendo à via bélica. O líder religioso ressaltou a preocupação com o uso da força para resolver conflitos.
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