- Eswatini recebeu quatro novos deportados de “terceiros países” provenientes dos Estados Unidos, totalizando dezenove pessoas enviadas sob esse acordo.
- Entre os deportados, dois eram somalis, um era sudanês e um era tanzaniano; as identidades não foram divulgadas pelas autoridades.
- O voo teria partido de Phoenix, no Arizona, e aterrissado em Eswatini por volta das 23h, no horário do leste dos Estados Unidos.
- O governo dos Estados Unidos pagou, segundo o acordo, 5,1 milhões de dólares a Eswatini para receber os deportados.
- No último ano, outros deportados para Eswatini já incluíram nacionais de Vietnã, Cuba, Laos e Iêmen, com casos legais em andamento envolvendo direitos humanos e detenção.
O governo de Eswatini informou nesta quinta-feira que recebeu quatro novos deportados de países terceiros provenientes dos Estados Unidos, integrando o acordo multibilionário com a administração Trump. O total de pessoas enviadas ao reino africano já passa a 19.
De acordo com o anúncio, os quatro deportados, todos não cidadãos de Eswatini, chegaram na noite de quarta-feira. Segundo monitoramento de voos da organização Human Rights First, a aeronave de ICE partiu de Phoenix, no Arizona, e aterrissou em Eswatini por volta das 23h ET. O DHS não respondeu imediatamente a pedidos de comentário.
Entre os quatro deportados enviados nesta remessa, dois são de Somalia, um é de Sudan e um é de Tanzania. Autoridades de Eswatini não divulgaram identidades ou mais detalhes sobre os indivíduos.
Ao longo de 2025 houve outros dois envios de terceiros países a Eswatini, em julho e outubro, envolvendo cidadãos de Vietnam, Cuba, Laos e Iêmen. Em julho, alguns detidos que entraram com esse tipo de acordo entraram com ações junto a organismos regionais, e uma decisão recente do poder judiciário de Eswatini manteve o caso em aberto com possível recurso.
O acordo financeiro pelo recebimento de deportados de terceiros países envolve pagamento pela parte dos EUA. A quantidade total anunciada para o programa é de dezenas de milhões de dólares, com a confirmação de que Eswatini recebeu 5,1 milhões de dólares para esta cooperação.
O objetivo declarado das parcerias é acelerar a retirada de imigrantes não cidadãos por meio de acordos com governos estrangeiros. Organizações de direitos humanos têm questionado a transparência desses acordos e o uso de recursos públicos para esse fim. Autoridades locais não divulgaram novos detalhes sobre as condições de detenção ou tratamento dos deportados em Eswatini.
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