- Os Estados Unidos hastearam a bandeira da embaixada na Venezuela neste sábado, sete anos após removê-la, em meio ao restabelecimento das relações diplomáticas ocorrido dez dias antes.
- A retomada das relações ocorreu após a captura de Nicolás Maduro em uma incursão militar americana, em janeiro, conforme descrito pela nota da embaixada.
- Em 2019, Caracas rompeu relações com Washington após o reconhecimento de Juan Guaidó como presidente interino.
- Em 5 de março, EUA e o governo interino da Venezuela, chefiado por Delcy Rodríguez, acordaram restabelecer relações diplomáticas e consulares.
- Rodríguez pediu o fim das sanções dos EUA sobre petróleo e outros setores; os EUA haviam flexibilizado algumas sanções após a captura de Maduro.
A bandeira dos Estados Unidos foi hasteada neste sábado na embaixada americana em Caracas, encerrando sete anos sem o símbolo no local. A ação ocorreu dez dias após o restabelecimento formal das relações diplomáticas entre Washington e a Venezuela, em meio à captura do deposto presidente Nicolás Maduro em uma incursão militar norte-americana.
A encarregada de negócios Laura Dogu confirmou o ato em postagem publicada na conta da embaixada no X. Ela informou que a bandeira foi içada exatamente na mesma hora de 7 anos atrás, quando foi retirada em 14 de março de 2019.
Entre 2019 e 2026, os Estados Unidos não reconheceram a reeleição de Maduro em 2018, alegando irregularidades. Em 5 de março, Washington e o governo interino da Venezuela, liderado por Delcy Rodríguez, acordaram restabelecer as relações consulares.
Retomada de relações e contexto
A partir de janeiro, autoridades americanas e venezuelanas assinaram acordos para reaproximar as relações, com foco em energia e minerais. Delcy Rodríguez pediu o fim de sanções associadas ao petróleo e a outros setores.
O governo dos EUA flexibilizou algumas sanções após a captura de Maduro, citando impacto nas atividades petrolíferas e minerais. Além disso, Rodríguez anunciou medidas de clemência, incluindo uma anistia a presos políticos, sob pressão de Washington.
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