- Donald Trump afirmou que sua viagem à China pode ser adiada por um mês ou mais devido à guerra no Irã, e disse que prefere ficar no país; uma autoridade da administração disse que a decisão não visa pressionar a China a ajudar a desbloquear o estreito de Hormuz.
- Houve uma onda de ataques com drones e rockets contra a embaixada dos EUA em Bagdá no início da terça-feira, com ao menos cinco drones usados, segundo fontes iraquianas e a Reuters.
- O tráfego aéreo dos Emirados Árabes Unidos voltou ao normal após o fechamento temporário do espaço aéreo, com defesas aéreas do país reagindo a mísseis e drones vindos do Irã.
- Trump disse que em breve anunciará países que concordaram em ajudar os EUA a reabrir o estreito de Hormuz, criticando aliados como a Otan e o Reino Unido por não se envolverem mais.
- Líderes da União Europeia e de alguns países reafirmaram que não vêem a questão como guerra da Otan e disseram não ter interesse em ampliar a missão naval no estreito; há apelos por solução política para a região.
Donald Trump afirmou que sua viagem à China para se encontrar com Xi Jinping pode ser adiada por cerca de um mês, devido ao atual conflito no Oriente Médio. Segundo assessor da administração, a demora não teria relação com pressão sobre Pequim para desbloquear o estreito de Hormuz. Trump disse ainda que prefere permanecer no país enquanto a guerra prossegue, avaliando adiar a visita provisoriamente.
O secretário do Tesouro, Scott Bessent, explicou que a possibilidade de atraso não implica coerção a China para policiamento do estreito de Hormuz, ressaltando que a agenda depende da evolução do conflito. A declaração ocorreu em meio a cobranças sobre o papel de aliados dos EUA na contenção regional.
Em Bagdá, mulheres e homens de segurança relataram ataques com drones e mísseis à embaixada dos EUA durante a madrugada de terça-feira. Testemunhas disseram ter ouvido uma explosão potente na capital iraquiana, em meio ao que autoridades qualificaram como o mais intenso episódio desde o início da escalada.
Enquanto isso, operações aéreas nos Emirados Árabes Unidos retornaram ao normal após a suspensão temporária de parte do espaço aéreo, provocada por ataques com mísseis e drones vindos do Irã, segundo a autoridade de aviação local. O Ministério da Defesa dos EUA informou que as defesas do país monitoravam a situação.
Na esfera diplomática, Trump sinalizou que anunciará em breve países que ajudariam a reabrir o estreito de Hormuz, criticando aliados que até então não se envolveram. O presidente mencionou avanços que poderiam vir de Coreia do Sul, Japão e China, enquanto Manchester e outros aliados europeus mantêm posição de evitar uma participação direta em conflito.
Paralelamente, a União Europeia reiterou que não haverá expansão da missão naval para o estreito de Hormuz, classificando o tema como não relacionado à OTAN. Países-chave europeus destacaram a importância de buscar soluções políticas para reduzir a escalada na região.
No âmbito regional, o governo de Israel intensificou ações militares, com operações terrestres limitadas no sul do Líbano contra posições do Hezbollah, causando deslocamentos em massa de civis. Do lado palestino, a violência e tensões continuam a impactar as populações em áreas próximas às frentes de combate.
Informações adicionais indicam quedas de gás e petróleo em operações no Golfo, com interrupções temporárias em atividades como a produção no campo Shah, nos Emirados, após incêndio resultante de ataques de drones. Em meio a este cenário, o Qatar relatou a interceptação de novas ondas de mísseis vindos do Irã.
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