- A ONU iniciou apuração sobre o ataque fatal a uma escola primária em Shajareh Tayyebeh, na primeira dia de ataques entre EUA e Israel contra o Irã, segundo um dos membros da missão.
- O ataque ocorreu com dois mísseis em sequência e matou 168 crianças, em sua maioria meninas, segundo autoridades iranianas em Genebra.
- A Missão de Fatos da ONU afirmou estar em estágio inicial da investigação e disse ter relatos confiáveis sobre o número de mortos.
- Se ficar comprovado que os EUA são responsáveis, o incident será um dos mais graves ataques a civis já registrados na região.
- A investigação segue paralelamente a investigações militares dos Estados Unidos sobre a responsabilidade no ataque, com próximos desdobramentos aguardados.
A ONU abriu uma investigação sobre o ataque fatal a uma escola primária ocorrida no início dos ataques dos EUA e de Israel contra o Irã. A conclusão inicial da missão de apuração é de que houve ataques com mísseis na Escola Shajareh Tayyebeh, na primeira manhã que os ataques aconteceram.
Segundo autoridades iranianas em Genebra, dois ataques de míssil, em rápida sequência, ceifaram a vida de 168 crianças, na maioria meninas. O episódio ocorreu em meio às ações militares contra o Irã, segundo a leitura inicial de parte da comunidade internacional.
Max du Plessis, membro da Missão de Fact-Finding da ONU sobre o Irã, afirmou que o organismo está em estágio inicial da apuração e recebe relatos de credibilidade que sustentam o número de mortos. A ONU destaca a necessidade de apuração independente e transparente.
Avanços da investigação e contexto
A Reuters informou, em 5 de março, que investigadores militares dos EUA consideravam provável responsabilidade norte-americana, sem conclusão final. Em 13 de março, o Pentágono elevou o nível da apuração para apurar responsabilidades.
Se ficar comprovada a culpa dos EUA, o episódio figurar entre os maiores atentados contra civis já registrados nos longos anos de hostilidades na região, destacam analistas ouvidos pela agência.
A ONU não divulgou conclusões finais nem atribuições de culpa; o objetivo é esclarecer fatos, amplificar a proteção de civis e acompanhar desdobramentos políticos e jurídicos relacionados ao incidente.
Entre na conversa da comunidade