- Trump sugeriu no Truth Social que os EUA poderiam eliminar o Irã antes de deixar que outros países protejam o Estreito de Ormuz.
- Ele afirmou que a medida forçaria aliados que não respondem a agir rapidamente, após hesitação de europeus e asiáticos em participar de uma coalizão.
- Trump disse que os EUA não precisam de ninguém para cumprir essa tarefa; o fechamento tem elevando o preço do petróleo, com o Brent em US$ 108,43.
- O Irã fechou o Estreito após ataques aéreos, ressaltando a importância estratégica da rota para o petróleo, já que cerca de 25% do comércio marítimo mundial passa por ali.
- A ofensiva também envolve ataques relatados a o campo de gás South Pars e a instalações em Assaluyeh, com atribuições ainda não confirmadas; o Catar citou Israel como responsável.
Em publicação na Truth Social, Donald Trump afirmou que os EUA poderiam eliminar o Irã e deixar que outros países protegessem o Estreito de Ormuz. A mensagem foi feita na manhã desta quarta-feira, 18, em meio a tensões regionais. A ideia incluiria forçar aliados a agir rapidamente, segundo a postagem.
Interessados no tema ressaltam que o governo americano já havia defendido ajuda internacional para a proteção do estreito, mas, nesta manhã, Trump disse que os EUA não precisam de terceiros. A declaração coincidiu com pressões sobre a cooperação militar entre potências ocidentais e asiáticas.
O fechamento do Estreito de Ormuz tem elevando os preços globais do petróleo. O barril do Brent estava em 108,43 dólares na manhã desta quarta, conforme dados de mercado.
Contexto geopolítico
O Irã fechou o estreito após ataques aéreos iniciados por Israel e pelos EUA, para evitar a passagem de embarcações pelo canal. A rota é crucial para o abastecimento de petróleo do Oriente Médio, respondendo por cerca de 25% do comércio marítimo mundial, segundo a AIE.
Dados de assistência internacional indicam que, desde o início da guerra, cerca de 27,2 milhões de barris deixaram a região, o equivalente a 400 mil barris por dia. Antes do conflito, a média diária era de aproximadamente 14 milhões de barris.
Outro ponto relevante envolve o campo de gás South Pars, considerado o maior do mundo e compartilhado entre Irã e Catar. O Irã informou ataques aéreos contra esse campo e instalações em Assaluyeh, no sul. O ataque não teve confirmação oficial sobre autoria, mas o ministro catarense das Relações Exteriores atribuiu responsabilidades a Israel, segundo a agência IRNA.
As informações acima foram apuradas com base em reportagens do Forbes e de agências internacionais, mantendo o foco em fatos verificáveis e sem juízos de valor.
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