- Cerca de 20 mil marítimos ficaram presos no Golfo Pérsico, sem passagem pelo Estreito de Hormuz, em meio a tensões com ataques a navios.
- Até 17 navios foram atingidos e sete tripulantes morreram, segundo a Organização Marítima Internacional (IMO).
- No total, cerca de 3.200 navios estão retidos na região, com vários incidentes de mísseis e drones relatados no Golfo Pérsico e no Golfo de Omã.
- Em 18 e 19 de março, a IMO convocou reunião de emergência para discutir a crise e condenar as ameaças do Irã.
- Países como China, Índia, Iraque, Malásia e Paquistão trabalham para estabelecer corredores seguros de passagem pelo estreito; algumas travessias já foram autorizadas pelo Irã.
Seawater envolve o Estreito de Ormuz e deixa cerca de 20 mil barcos parados no Golfo Pérsico. Viajantes não podem sair pelo estreito, sob ameaça de ataques de drones e mísseis. A situação decorre da escalada entre EUA, Israel e Irã.
Desde o início do conflito, navios que trafegam pelo Estreito de Hormuz sofrem ataques, segundo a Federação Internacional das Associações de Capitães de Navio. Até 17 de março, ao menos 17 navios foram atingidos e centenas de tripulantes ficaram feridos, mortos ou desaparecidos.
Ao leste do Golfo, centenas de embarcações permanecem amarradas em espera, no estreito e na região adjacente, com estimativa de até 3.200 navios totalmente ou parcialmente imobilizados. Mísseis já atingiram navios na região, inclusive no Golfo Pérsico e no Golfo de Omã.
Situação atual dos tripulantes
Os marítimos presos tentam demonstrar que não representam interesses de potências estrangeiras. Muitas equipes exibem nacionalidades sedimentadas nas cores de bandeiras para reduzir riscos de retaliação, segundo relatos de órgãos da indústria.
A Organização Internacional do Shipping e a Missão aos Marítimos convocaram reuniões emergenciais em 18 e 19 de março. O objetivo foi discutir a proteção de tripulantes e a deterioração da situação. A resolução condena ataques, mas não encerra o conflito.
Os tripulantes não podem abandonar seus navios, mesmo em meio ao perigo, o que alimenta medo e tédio no cotidiano a bordo. Um representante da indústria aponta que a rotação de equipes pode ocorrer, mas não há previsão de fim imediato da tensão.
Quem está envolvido e impactos
Entre os tripulantes, há 611 indianos, além de marinheiros de China, Filipinas, Indonésia e Tailândia. Uma voz de capelania marítima afirma que as ameaças elevam o estresse a bordo e que recusas de serviço podem comprometer futuras oportunidades de emprego.
Em termos logísticos, alguns governos estudam vias de passagem segura pelo estreito para navios de bandeira ou propriedade de seus países. China, Índia, Iraque, Malásia e Paquistão participam de tratativas com Teerã.
Navios-tanque e outras frotas técnicas, que costumam manter padrões de contingência, devem assegurar condições mínimas de alimentação e repuestos para a tripulação. Autoridades europeias já avaliam envio de suprimentos adicionais e, se necessário, substituição de equipes.
Perspectiva
Mesmo com acordos de passagem segura estabelecidos por alguns países, a situação permanece volátil e não há fim anunciado para o conflito. A continuidade dos ataques pode ampliar a pressão sobre fretes globais e cadeias logísticas internacionais.
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