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Lula condena classificação de CV e PCC como terroristas

Lula reage à designação de CV e PCC como terroristas pelos EUA, reafirma soberania brasileira e pede entrega de foragidos que moram nos Estados Unidos

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  • O presidente Lula disse estar muito triste e decepcionado com a decisão dos Estados Unidos de classificar o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital como organizações terroristas.
  • Lula afirmou: “Não aceitamos ser tratados como moleques”, durante cerimônia sobre investimentos da Petrobras em Sergipe.
  • O Planalto divulgou nota criticando medidas unilaterais que, segundo o governo, podem enfraquecer o combate ao crime e colocar vidas em risco.
  • A nota também sustenta que ações assim podem reduzir o compartilhamento de informações entre as polícias e afetar o sistema financeiro e inovações nacionais como o PIX.
  • O anúncio dos EUA ocorreu um dia após o senador Flávio Bolsonaro se reunir com o secretário de Estado Marco Rubio.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou nesta sexta-feira que está triste e decepcionado com a decisão dos EUA de classificar facções criminosas brasileiras como organizações terroristas. Ele fez a declaração durante evento de investimentos da Petrobras em Sergipe.

Lula afirmou que não aceita ser tratado como aliado de curto prazo e reiterou a necessidade de cooperação respeitosa entre os dois países. A fala ocorreu após o Planalto divulgar nota oficial sobre o tema.

Nota do Planalto sobre a decisão norte-americana

O governo brasileiro criticou a medida, afirmando que ações unilaterais podem prejudicar o combate ao crime e a troca de informações entre as polícias. A comunicação também sustenta que a classificação pode impactar o sistema financeiro e inovações nacionais, como o PIX.

A Casa Branca e o Departamento de Estado dos EUA sinalizaram que a decisão final cabe ao secretário de Estado, observado por especialistas como parte de um consenso na gestão norte-americana. A designação foi anunciada um dia após reunião entre o senador Flávio Bolsonaro e o secretário Marco Rubio.

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