- Reginaldo Nasser, professor da PUC de São Paulo, diz que o governo brasileiro deveria se manifestar de forma firme nas negociações sobre a classificação de facções criminosas como narcoterroristas, adotando reciprocidade inicialmente.
- Ele compara a atuação do Itamaraty no tarifaço com o episódio atual e afirma que a postura irritou a Casa Branca.
- Rubio anunciou a decisão após a visita do pré-candidato Flávio Bolsonaro a Washington; segundo o professor, ainda é incerta a extensão da arbitrariedade da medida.
- Nasser acredita que não há likelihood de operação militar terrestre dos Estados Unidos no Brasil, devido à atuação do PCC e do CV em áreas urbanas com alta concentração de moradores.
- Sobre o impacto político, ele afirma que o possível ganho de Flávio Bolsonaro tende a ser negativo ou neutro, podendo desviar a atenção por um tempo, caracterizando como voo de galinha.
Reginaldo Nasser, professor de Relações Internacionais da PUC de São Paulo,Avalia que a atuação brasileira nas negociações do tarifaço serve como guia para a classificação das facções PCC e Comando Vermelho como narcoterroristas pelos EUA.
Segundo ele, o governo deveria se manifestar de forma firme nas negociações, mas sem adotar políticas de reciprocidade até entender a extensão das medidas. A postura já mostrou resultados e irritou a Casa Branca.
O docente ressalta a incerteza sobre a arbitrariedade da decisão anunciada pelo Secretário de Estado Marco Rubio, após a visita do pré-candidato Flávio Bolsonaro a Washington. “Pode não acontecer nada e pode acontecer tudo.”
Sobre operações militares terrestres, Nasser considera pouco provável que os EUA atuem no Brasil. O PCC e o CV estão em áreas urbanas com alta concentração populacional, o que dificulta uma intervenção militar.
Quanto aos impactos eleitorais para Flávio Bolsonaro, o professor aponta possível efeito negativo. As medidas afetam viajantes e investidores brasileiros nos EUA, desviando temporariamente a atenção de outros assuntos.
Contexto e desdobramentos
Nasser afirma que o episódio expõe a necessidade de clareza brasileira em fóruns internacionais. O debate envolve relações bilaterais, comércio e a imagem institucional do País.
Ele enfatiza que a questão é sensível para eleitores e empresários, com reflexos diretos na rotina de quem depende de trânsito entre os dois países. O cenário permanece sob observação de analistas.
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