- Entrou em vigor nos EUA a classificação de facções criminosas do Brasil como organizações terroristas, anunciada em 28 de maio.
- O governo brasileiro critica a medida, afirmando que pode justificar intervenção sob a alegação de combate ao terrorismo e ferir a soberania nacional.
- Especialistas citados pela Agência Brasil dizem que a decisão pode limitar a soberania do Brasil e abrir espaço para intervenções estrangeiras, além de Impactos econômicos.
- O governo dos Estados Unidos já designa cartéis e organizações de outros países como terroristas e forma a coalizão Escudo das Américas para enfrentar o narcotráfico.
- Quatro dias após o anúncio, o Escritório do Representante de Comércio recomendou taxar importações do Brasil em 25%, e, no dia seguinte, houve intenção de aplicar tarifas de 10% a 12,5% sobre importações de sessenta países, incluindo o Brasil.
Entrou em vigor nesta sexta-feira, 5 de junho, a decisão dos Estados Unidos de classificar facções criminosas do Brasil como organizações terroristas. A medida, anunciada no fim de maio, pode ter impactos econômicos e geopolíticos para o país. O governo brasileiro criticou a ação, afirmando que ela abre espaço para intervenções sob a justificativa de combate ao terrorismo.
Especialistas ouvidos pela Agência Brasil afirmam que a classificação pode limitar a soberania brasileira e servir de precedente para interferências externas. Além disso, há indicação de efeitos negativos sobre setores como turismo, investimentos, comércio exterior e o sistema financeiro nacional.
Contexto e reação oficial
O governo norte-americano já designava cartéis e organizações criminosas de outros países como terroristas, aliado a uma coalizão regional lançada em março para enfrentar o narcotráfico. O Palácio do Planalto sustenta que combate ao crime deve ocorrer por cooperação internacional respeitando soberanias nacionais.
Potenciais impactos econômicos
Analistas apontam que a designação pode encarecer operações empresariais brasileiras e aumentar custos de negócios entre Brasil e EUA. Em paralelo, surgem dúvidas sobre restrições a investimentos, seguros e atividades de turismo ligadas a empresas brasileiras.
Medidas comerciais em debate
Quatro dias após a decisão, o Escritório do Representante de Comércio dos EUA recomendou taxar importações do Brasil em 25% por supostas práticas desleais. Também houve críticas ao Pix brasileiro, com alegações de favorecimento a empresas de pagamentos estadunidenses.
Reação brasileira e opções legais
No dia seguinte, o governo norte-americano sinalizou tarifas adicionais de 10% a 12,5% sobre importações de 60 países, incluindo o Brasil, citando falhas no combate ao trabalho forçado. O Itamaraty informou que o Brasil pode recorrer à Lei de Reciprocidade para adotar medidas contra países que imponham barreiras unilaterais.
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