- Autoridades dos EUA e do Irã afirmaram ter chegado a um acordo para pôr fim ao conflito iniciado em fevereiro, mas os detalhes ainda não foram divulgados e o acordo final ainda precisa ser negociado.
- O acordo provisório prorrogaria por mais sessenta dias o cessar-fogo e reabriria o Estreito de Ormuz, que o Irã bloqueou desde os ataques de fevereiro.
- A próxima fase de negociações deve tratar do programa nuclear do Irã, com início na Suíça na sexta-feira, após a assinatura formal do acordo-quadro.
- A assinatura formal está prevista para ocorrer em Genebra na sexta-feira, com a participação do vice-presidente dos Estados Unidos e do principal negociador iraniano.
- Os preços do petróleo caíram para mínimas de três meses após a notícia, e autoridades afirmam que a produção de petróleo e gás na região levará meses para se recuperar totalmente.
O governo dos EUA e o Irã afirmaram ter chegado a um acordo para pôr fim ao conflito que começou em fevereiro. Ainda há dúvidas sobre como o pacto vai funcionar na prática, e a reabertura do Estreito de Ormuz depende de etapas futuras. Além disso, questões estruturais permanecem sem resposta.
O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que o acordo está fechado e avança para a segunda fase, sem que detalhes tenham sido divulgados. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, informou que a proposta provisória é um passo importante, mas o texto final de uma trégua duradoura ainda não foi definido.
O acordo provisório prevê a prorrogação de 60 dias do cessar-fogo, que havia sido estabelecido em abril, e a reabertura do Estreito de Ormuz, bloqueado pelo Irã após ataques de fevereiro. Negotiadores deverão tratar do programa nuclear do Irã na próxima etapa.
Progresso e próximos passos
Segundo o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, a próxima fase das negociações começaria na Suíça, após a assinatura formal do acordo-quadro, prevista para sexta-feira. A agenda oficial deve definir o rumo das tratativas.
Algumas pautas consideradas centrais nos últimos meses por EUA e Israel — fim do apoio iraniano a grupos armados na região e contenção do programa de mísseis — não devem constar da nova pauta, segundo autoridades envolvidas.
O vice-presidente dos EUA, JD Vance, e o principal negociador iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, devem assinar o ato formal em Genebra na sexta-feira. A presença dos dois nomes sinaliza o peso político do acordo.
Repercussões econômicas e diplomáticas
Os preços do petróleo recuaram para patamares de três meses, reagindo ao anúncio. Especialistas, porém, afirmam que a recuperação da produção de petróleo e gás na região levará meses.
Vance comentou à CNN que o memorando vigente é genérico e que os detalhes deverão surgir nos próximos dias. Enquanto isso, o conflito já deixou dezenas de milhares de pessoas afetadas e provocou volatilidade nos mercados globais.
O acordo permanece sob observação internacional, com pressão contínua sobre as partes para avançar sem retomar ações conflitantes. As autoridades ressaltam que muitos obstáculos ainda precisam ser superados para uma trégua estável.
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