- Dimitri Baksheev e Natalia Baksheeva, atuando em Krasnodar, sul da Rússia, teriam ceifado pelo menos 30 vidas desde 1999, com o caso ainda em investigação.
- A polícia encontrou evidências brutais, incluindo pedaços de corpos no apartamento do casal, carne humana conservada e itens que sugerem prática de canibalismo.
- As vítimas eram atraídas por sites e apps de relacionamento e assassinadas já no primeiro encontro, com Natalia fingindo ciúmes e Dimitri realizando o homicídio.
- O casal também vendia refeições feitas com matéria-prima humana para comércios locais, incluindo uma torta de carne moída, com vídeos ensinando a preparar as iguarias.
- Sergei Labinstev, amigo de longa data, sobreviveu a um ataque seis semanas antes; o caso segue em andamento, com mudanças em confissões e a possibilidade de novos desdobramentos.
O casal Dimitri Baksheev, 41, e Natalia Baksheeva, 51, é suspeito de ter ceifado pelo menos 30 vidas desde 1999 na região de Krasnodar, no sul da Rússia. As autoridades afirmam que o modus operandi envolvia atração via apps de relacionamento e violência letal.
Natalia, enfermeira da academia da força aérea, e Dimitri moravam em alojamentos da base militar. Um apartamento no complexo foi usado como residência secundária para os crimes, com cenas que lembravam um açougue.
Em setembro de 2017, pedaços de uma jovem foram encontrados na academia, dentro de um balde e de uma mochila de Dimitri. Uma selfie dele mordendo uma mão decepada foi localizada em seu celular.
Detalhes do caso
A investigação levou ao apartamento do casal, onde havia partes de corpos no porão, membros conservados em vinagre, carne humana cozida em latas e 19 fatias de pele. A polícia relacionou os resíduos a pelo menos oito vítimas.
A confessar parcialmente, Natalia disse que a última vítima foi a garçonete Elena Vashrusheva, 35 anos. Segundo ela, a execução ocorreu após encenação de ciúmes, com Natalia iniciando o ataque.
Outras informações indicam que o casal buscava vítimas em sites e aplicativos, levando-as para o apartamento para a execução no primeiro encontro. Em alguns casos, vizinhos também foram alvos.
Durante o crime, as vítimas podiam ser sedadas com vodka e Covalol, e os casais alternavam papéis de agressor dependendo do sexo da vítima. A dupla gravou vídeos sobre a preparação de iguarias humanas.
Foram encontrados pertences das vítimas, além de fotografias com pedaços de corpos. Uma imagem de uma cabeça entre laranjas, com registro de dezembro de 1999, reforça a data de início dos crimes.
Um sobrevivente, Sergei Labinstev, contou que houve um ataque seis semanas antes, quando Dimitri atacou o comerciante com um banco de bar. Labinstev conseguiu fugir de casa.
O andamento da investigação e desdobramentos
O caso segue em aberto, com novas informações surgindo periodicamente. Em outubro, Natalia revisou parte da confissão, sem negar a morte de Elena. Em novembro, apareceu Roman Sidorov, alegado amigo de Dimitri usado como isca.
Os crimes levaram os investigadores a manter os suspeitos em prisões separadas por segurança. O processo não tem data de julgamento anunciada. Fontes consultadas incluem veículos internacionais de grande circulação.
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